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Editorial

O fato novo que não chega a ser novo

O web-leitor que acompanha diariamente este blog deve ter observado que vez em quando falo sobre a aproximação do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder da bancada do PMDB na Câmara com a governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB). Já disse e repito. Ouvi do próprio Henrique que ele vem conversando sobre essa reaproximação do seu PMDB com o PSB de Wilma desde o início de 2007, acabando numa aliança no ano passado com o apoio à candidatura da deputada Fátima Bezerra (PT-RN) a prefeita de Natal. E que após o processo sucessório, com a derrota da petista, a aliança ficou, digamos, morna.

Já disse também aqui nestre espaço que numa conversa entre o presidente Lula e a governadora em Brasília, Wilma teria respondido a Lula que o nome que uniria a base aliada do governo para concorrer a sucessão estadual era o de Henrique Alves. Que Lula, na última viagem que fez ao Rio Grande do Norte, também perguntou ao senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) sobre o que ele achava de Henrique ser o candidato a governador apoiado pelos partidos que formam a aliança governista.

O web-leitor que quiser conferir o que estou dizendo é só clicar em: Nota me chama a atenção; [1]Henrique e Iberê, uma grande sintonia; [2]Henrique e as costuras nos bastidores e; [3]Wilma teria dito a Lula que Henrique une as bases no RN [4]

Uma pequena observação: Comenta-se, e eu mesmo confesso já falei sobre isso também, que uma chapa majoritária tendo Henrique candidato a governador e Garibaldi ao Senado, seria muito Alves para a formação de uma majoritária. Mas lembro que em 2002, quando a ex-prefeita de Natal Wilma de Faria decidiu sair candidata ao governo, inicialmente a chapa do PMDB seria essa. Garibaldi estava deixando o governo para concorrer ao Senado pela segunda vez e Henrique era o candidato ao governo. Não fosse Henrique ter sido mordido pela “mosca azul” para ser o vice de Serra, e depois ter estourado o escândalo de uma conta sua no exterior denunciado pela sua ex-mulher, Henrique teria continuado candidato.

Estou falando isso porque hoje o colega e amigo Ricardo Rosado, em seu Blog Fator RRH, relata uma articulação de bastidores e que agora se tornou público – até porque os articuladores vão conceder uma coletiva para detalhar o assunto – para um novo pacto na política do Rio Grande do Norte. Trata-se de um pacto envolvendo o sistema governista agora com a inclusão do deputado Henrique Eduardo Alves e o senador Garibaldi Alves. Ricardo Rosado é assessor de Henrique e sabe do que vem ocorrendo nos bastidores. Em todo caso, o Blog já havia falado que aproveitando a vinda ao Rio Grande do Norte da ministra Dilma Ruosseff [Casa Civil] certamente as conversas políticas iriam fluir para um consenso na aliança governista no estado. Falta definir o nome para ser o candidato ao governo. Mas isso só quando 2010 chegar. Até lá muita conversa. Seria a frente “Alquimistas, redondos e escorregadios”?

Confira o texto de Ricardo Rosado sobre o assunto:

Hoje, exatamente às 13 horas, na sede do PMDB, no Alto da Candelária, os deputados federais Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), João Maia (PR-RN) e Fábio Faria (PMN-RN) e o deputado estadual Robinson Faria (PMN-RN), darão uma entrevista coletiva para os coleguinhas do Estado.

Eles vão anunciar um novo pacto, agora agregando Henrique Alves e uma discreta aprovação do Senador Garibaldi Filho (PMDB-RN), que foi informado, consultado e não discordou.

A nova aliança será, em resumo, o seguinte: marcharão juntos em termos de sucessão estadual, tanto para o Governo quanto para o Senado.

Somados, os três deputados federais representam quase 500 mil votos nas eleições passadas. Inicialmente a nova posição será pessoal. Com o prosseguimento das conversas,logo no início de 2010, serão agregados os próprios partidos – PMDB. PR, PP, PMN E PTB. E eles vão buscar outras agremiações interessadas em integrar o novo eixo político-eleitoral.

Aí o caldo engrossa de vez. Serão quase 100 Prefeitos, 8 deputados estaduais, três federais, um senador, centenas de vereadores. Muito tempo de rádio e de televisão ao dispor.

Eles estão dispostos a conversar com todos e vão anunciar isto. Por ser o mais experiente e não pleitear cargos majoritários, caberá ao Deputado Henrique Alves encaminhar os entendimentos bem mais amplos e decidir juntos, dentro deste novo pacto político.

Aos poucos frequentadores deste Fator RRH lamento não poder adiantar tudo, sob pena de esvaziar a própria entrevista coletiva. Mas posso assegurar que o grupo tem novos propósitos, não discriminará ninguém e agirá com lealdade junto às demais lideranças do Estado envolvidas no processo.

Esta articulação já tem mais de 15 dias e contou com reuniões em Natal, pelas estradas do interior e em Brasília. Ontem mesmo, durante a visita da Ministra Dilma Roussef (PT-RS), os últimos detalhes foram fechados.

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