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Editorial

A campanha literalmente já está nas ruas

A campanha política no Rio Grande do Norte, deve-se dizer, literalmente já está nas ruas. A Caravana da Liberdade criada pela campanha do candidato a governador Robinson Faria (PSD), e que está percorrendo 120 municípios em dez dias em várias regiões do estado, demonstra claramente isso. Até pelas fotos produzidas pela assessoria do candidato. Me faz lembrar a Cruzada da Esperança, criada há 64 anos pelo então candidato a governador, Aluizio Alves (já falecido), que por coincidência é pai do principal opositor de Robinson nesta campanha, o deputado Henrique Alves (PMDB).

Fato é que as pessoas, ao menos no interior, já começam a tomar conhecimento que existe uma campanha eleitoral para o governo do estado no Rio Grande do Norte, a despeito da apatia dos eleitores em Natal, capital potiguar. A estratégia de Robinson Faria faz lembrar não só a Cruzada da Esperança de Aluizio Alves, mas como também a estratégia montada pela então candidata pela primeira vez ao governo do Rio Grande do Norte, a hoje vice-prefeita de Natal e candidata ao Senado, Wilma de Faria (PSB).

Quando foi candidata pela primeira vez ao cargo de governadora, Wilma usou da estratégia de fazer pequenos comícios em praças e logradouros públicos no interior. Quando ia visitar uma cidade a equipe de campanha de Wilma mandava um escalão precursor antes da chegada da candidata à cidade a ser visitada. O escalão precursor tratava então de montar um telão para mostrar as obras realizadas por Wilma em Natal, cidade onde foi prefeita. Em seguida, Wilma chegava e começava o seu discurso. Resultado: a guerreira, como é conhecida, acabou se elegendo governadora pela primeira vez.

Robinson, parece, está trilhando o caminho do pai de Henrique e da guerreira. Nas cidades em que chega, mesmo que tenha apenas 10 pessoas para lhe ouvir, ele manda o recado. Se isso vai surtir efeito só as urnas dirão, mas é correto dizer que Robinson está indo aonde o povo está. Já dizia Milton Nascimento: o cantor tem que ir aonde o povo está.

Pois é, caro leitor. Numa época em que não existem mais as grandes carreatas e os showmícios sai na frente o candidato que coloca os pés na estrada. Vamos gastar sola de sapato que o jogo é de campeonato.

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