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Editorial

A cidadania e a democracia estão de parabéns

Em um único dia e em apenas questão de horas o clamor das ruas por um país melhor e mais justo obteve três grandes vitórias. A primeira delas partiu da presidenta Dilma Ruosseff, que desistiu de propor uma constituinte única para tratar da reforma política preferindo manter apenas o plebiscito para saber de como o povo deseja essa reforma.

A segunda vitória, esta mais significante ainda. A Câmara dos Deputados  derrubou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) de número 37, que tirava do Ministério Público poderes de investigação, alvo de protestos em todas as manifestações pelo país.

Uma outra vitória, até surpreendente. Partiu do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) a iniciativa de apresentar uma proposta para implantar o passe livre para todos os estudantes do país. Os recursos para custear a tarifa zero, segundo ele, serão obtidos com o pagamento de royalties do petróleo, cuja arrecadação o governo pretende aplicar na educação.

Uma última vitória das ruas também partiu do Congresso Nacional. O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do senado, Renan Calheiros, prometeram votar projetos reivindicados nos protestos de rua pela sociedade. Anunciaram que as reivindicações serão analisadas nos próximos 15 dias.

Portanto, caro leitor, está provado a força das  ruas, sobretudo, agora com as redes sociais. É como disse o sociólogo espanhol Manuel Castells, que realizou palestra na Universidade Federal do Rio Grande do Sul dias atrás e sua fala foi analisada  por Gil Castello Branco, economista, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas em artigo publicado no Globo e reproduzido aqui no blog, “as redes sociais ocupam a nova democracia representativa”.

Na leitura de Manuel Castells, as manifestações por meio das redes sociais surgem de reações indignadas a fatos considerados injustos. Articulam-se de forma virtual, mas em seguida ocupam as ruas.

A tese, segundo ele, explica como no Brasil transbordou a insatisfação popular que acuou políticos, partidos e governos. Embora alguns digam que aos participantes falta uma “causa”, sobram razões para o descontentamento.

E ainda tem mais por vir. A conferir!

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