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Editorial

A conveniência na política nem sempre é um bom negócio

Acordos políticos, diferentemente de uma aliança que se faz por afinidade política, todos sabem, se fazem por conveniência. O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), candidato a governador do Rio Grande do Norte, exímio articulador, conseguiu fazer em torno de seu projeto político um acordo de conveniência para formar a sua aliança política-partidária, o que se convencionou chamar de acordão. E é exatamente aí que entra a questão da convicção versus a conveniência.

Por mais que tente, Henrique Alves está encontrando dificuldades em convencer alguns de seus aliados – muitos deles adversários históricos – de que a sua candidatura ao governo do estado será bom para o Rio Grande do Norte. Difícil, diria até que uma tarefa árdua para quem sempre se elegeu com certa tranquilidade para deputado federal nas últimas eleições. Ocorre que agora, Henrique Alves quer juntar todas as “tribos” em torno do seu nome.

Neste fim de semana Henrique Alves teve um ensaio do que poderá ser isso daqui pra frente. Em Pau dos Ferros, Alto Oeste do Rio Grande do Norte, Alves presenciou uma refrega entre o deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB), filho do ex-diretor do Dnocs, Elias Fernandes, e coordenador da chapa proporcional que dá “sustentação política” a candidatura dele, e o pessoal do DEM, ligado ao deputado estadual Getúlio Rego, liderado do senador José Agripino Maia. Tudo porque os democratas de Pau dos Ferros são inimigos número 1 do PMDB.

Fato é que as refregas provincianas ainda vão dar muita dor de cabeça a Henrique Alves. Certamente o mal-estar de Pau dos Ferros, quando Henrique Alves tomou o microfone das mãos do correligionário Gustavo Fernandes, desautorizando-o a ampliar a desavença com o DEM local, levado ao youtube e as redes sociais, não foi o primeiro nem será o último.

A dificuldade de juntar a militância no interior será a pedra no sapato de Henrique Alves. Será o discurso da convicção contra a conveniência. Isso tá ficando claro agora a partir de alguns fatos. Este caso de Pau dos Ferros, envolvendo DEM e PMDB demonstra claramente isso.

E mais:

Existe aí um dilema que passa na cabeça dos “aliados” de Henrique Alves no interior, ou seja, de que hoje estão todos juntos num só palanque, mas acaso Henrique Alves se eleja governador, nas eleições para prefeito em 2016 quem será que ele apoiará? Equação não tão fácil assim de ser resolvida.

Mas o mais importante dessa leitura é a questão da adesão por conveniência política versus a convicção e coerência. Eles – os caciques da política papa-jerimum – querem salvar o mandato dos seus filhos e que o eleitorado fiel e até mesmo os aliados que se lixem.

A conferir!

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