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Editorial

A febre oportunista e o “fenômeno Marina”

A direita conservadora foi picada pelo mosquito Aedes Opportunitys, um dos principais vetores da “febre oportunista” no Brasil em época de eleições. Esse mosquito costuma picar políticos fisiologistas e que se encontram politicamente debilitados face as suas fragilidades ideológicas.

Didaticamente explicando, fisiologismo é um tipo de relação de poder político em que ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais, em detrimento do bem comum. É um fenômeno que ocorre freqüentemente em Parlamentos, mas também no Executivo, e está estreitamente associado à corrupção política, uma vez que os partidos políticos fisiologistas apoiam qualquer governo – independente da coerência entre as ideologias ou planos programáticos – apenas para conseguir concessões deste em negociações tenebrosas.

Dito isto, me detenho agora ao “fenômeno Marina”, causa e efeito nestas eleições da epidemia da “febre oportunista”, que nem a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) consegue debelar o surto. Preocupante isso! Pois muito bem: o presidente do DEM, senador José Agripino Maia, coordenador nacional da campanha à Presidência da República do tucano Aécio Neves foi um dos primeiros a sentir os sintomas da “febre oportunista”. Diz-se que ele fora picado pelo Aedes Opportunitys em Brasília, local preferido do mosquito para proliferar.

Agripino Maia admitiu na última segunda-feira que o caminho natural da coligação que sustenta a candidatura de Aécio Neves é o apoio a Marina Silva (PSB), pois que o tucano caiu para a terceira colocação nas pesquisas de intenção de voto faltando apenas 30 dias para o pleito. A declaração de Agripino causou um grande mal-estar entre os tucanos. Procurou-se uma vacina contra o mal-estar, mas, como já disse, a Fiocruz não tem ainda esse tipo de antídoto.

O Aedes Opportunitys também encontrou no Rio Grande do Norte um ambiente favorável para proliferar. O ministro da Previdência, Garibaldi Alves (PMDB), pouco precavido, parece foi picado pelo mosquito. Disse esta semana em entrevista a jornalista Anna Ruth Dantas, levada em vídeo ao Youtube (clique aqui [1] para ver) acreditar que o crescimento de Marina Silva nas pesquisas de intenção de voto impulsionará a candidatura da sua ex-algoz, Wilma de Faria (PSB), ao Senado e por tabela a de Henrique Alves. Wilma, esta, nem se fala. Outrora defensora do ex-presidente Lula e até pouco tempo da presidenta Dilma, fala agora no programa eleitoral que Marina será a presidenta da República e ela senadora. O Aedes Opportunitys tem sido implacável com a socialista. Não é a primeira vez que ela contrai a “febre oportunista”. Em outras eleições Wilma sempre deu sintomas dessa doença. O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), candidato a governador deve ter cuidado pois que a doença é contagiosa.

Veja por exemplo o que diz hoje o jornalista Lauro Jardim na sua coluna Radar on-line:

A vertiginosa queda de Aécio Neves nas pesquisas obrigará o tucanato a correr o país para conter debandadas. A mais recente está em curso em Goiás.

O PHS, que apoia Marconi Perillo para o governo e Marina Silva ao Palácio do Planalto, oficializará o movimento “MariMar”.

Lembrando: Marconi Perillo é correligionário de Aécio. Marina pede votos para Vanderlan Cardoso, nome do PSB na disputa estadual.

Mas a turma do PHS não quer saber de nada disso: um comitê para divulgar a dobradinha Marina-Marconi deverá ser lançado em Goiânia na semana que vem.

A cúpula tucana adoraria que Marconi Perillo tivesse uma reação enérgica em favor da candidatura do candidato do partido. Não foi o caso…

Aécio está sabendo do problema e deve aterrissar para cumprir agendas em Goiânia na semana que vem.

Como se observa, a febre oportunista começa a tomar conta do país e isso é muito preocupante.

A conferir!

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