A judicialização do pleito e a efemeridade das pesquisas
Na petição que deu entrada na 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal, a defesa do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) deu início a um processo de judicialização do pleito municipal que se avizinha.
A defesa do ex-prefeito argumenta que a Câmara Municipal não tem competência para julgar atos específicos, sem que sobre ele tenha havido parecer prévio do Tribunal de Contas, segundo o portal Nominuto.com.
De acordo com a petição, que pede a nulidade da sessão que votou favorável a irregularidades das contas de Carlos no último ano de sua gestão – 2008 – e que portanto, pode torná-lo inelegível, de nada valeu o julgamento, já que a Câmara produziu relatório com conteúdo completamente adverso do existente no parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado), que, segundo jurisprudência apresentada na peça, é obrigatoriamente ponto de partida, não podendo a Câmara ter julgado o assunto sem consulta prévia ao TCE.
É correto dizer que a situação de Carlos Eduardo Alves diante do quadro que se apresenta não é nada confortável, tendo em vista que poderá enfrentar uma campanha com um viéis judicial e outro político.
Para quem desponta como favorito com base em pesquisas de intenção de voto, a batalha judicial pode representar uma preocupação devido as incertezas que terá pela frente.
Em função disso, os dois outros candidatos que vêm logo atrás de Carlos Eduardo Alves, o tucano Rogério Marinho e o peemedebista Hermano Morais, podem se beneficiar dessa, digamos, “fragilidade” que o pedetista pode ter ao se iniciar a campanha tendo pela frente uma batalha judicial.
É cedo ainda para dizer o resultado da judicialização do pleito, mas é certo que uma candidatura que já começa tendo que enfrentar uma batalha na justiça já começa, de certa forma, em desvantagem, mesmo estando em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Não custa lembrar que pesquisas eleitorais são efêmeras. A conferir!