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Editorial

A lupa do MP de Contas sobre Micarla

A ex-prefeita de Natal, Micarla de Sousa, não ficou longe do noticiário após o término melancólico de sua gestão, sendo afastada da prefeitura três meses antes de encerrar o seu mandato. Micarla corre o risco agora de frequentar o noticiário policial. A notícia veiculada hoje de que por proposição do procurador do Ministério Público de Contas, Carlos Roberto Galvão Barros, a Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado acatou, à unanimidade dos conselheiros, pedido para que a Controladoria Geral do Município execute Tomada de Contas Especial, averiguando todos os contratos administrativos, sob os aspectos contábeis, orçamentários e financeiros efetuados no período de 2009 a 2012, gestão da sra, Micarla de Souza, é deveras preocupante para a ex-alcaidessa. A medida abrange todos os órgãos e secretarias da prefeitura de Natal.

Diz o texto da assessoria do TCE (Tribunal de Contas do Estado) publicado neste blog que o procurador justificou o seu pedido em vista do caos administrativo e financeiro observado na cidade de Natal, durante a gestão da ex-prefeita Micarla de Souza, marcada por escândalos como a operação Assepsia, desencadeada pelo Ministério Público Estadual, referente a realização de contratos com organizações sociais na área da saúde, com indícios de diversas irregularidades, além de outras situações divulgadas pela imprensa. “A Controladoria do município deverá fazer a Tomada de Contas e encaminhar o Relatório Final para apreciação pelo TCE”, explicou Carlos Galvão.

Houve um tempo, após Micarla de Sousa ser afastada da prefeitura, que cogitou-se a sua prisão. Não por menos, Micarla, além das irregularidades cometidas na sua gestão, recebia propina em contratos da prefeitura. Isso é ilegal e ainda mais em se tratando de uma gestora pública. Motivos, portanto, não faltaram para que Micarla fosse parar atrás das grades.

Bom que se diga que a Procuradoria-Geral de Justiça já se manifestou sobre o assunto na época ao dizer que só pediria a prisão de Micarla se houvesse fato novo. Quem sabe com essa averiguação da Controladoria-Geral do Município nos contratos da prefeitura não surjam fatos novos. A conferir!

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