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Editorial

A metamorfose política de Carlos Eduardo e Garibaldi Alves

Política é uma ciência muito interessante. O processo de metamorfose porque passam alguns agentes políticos chega a impressionar. Nem o velho Raul Seixas com a sua metamorfose ambulante faria melhor. Pois é, caro leitor: o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), diria que sofre desse processo. Não é que na noite de ontem, em jantar “convocado” por ele junto a seus auxiliares para anunciar “apoio” ao primo candidato a governador, presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), o alcaide disse em alto e bom som:

Respeito muito os adversários. Mas nenhum dos adversários tem 5% da capacidade de Henrique para tirar o Estado da atual situação.

Não era o que ele dizia do primo há dois anos quando da campanha para prefeito de Natal. O PMDB, de Henrique Alves tinha candidato, o deputado estadual Hermano Morais, que aliás disputou o segundo turno com Carlos Eduardo Alves. Na época, o atual prefeito, eleito com o apoio do PT, da deputada federal Fátima Bezerra, candidata ao Senado, mas que não tem o seu apoio –  Carlos Eduardo Alves está apoiando ao Senado a sua vice-prefeita, Wilma de Faria (PSB) – criticava aos quatro cantos da cidade os seus primos, Henrique e Garibaldi Alves, ministro de Dilma, por não apoiá-lo. Chegou até a dizer que Garibaldi parecia está “ficando gagá”.

Mas agora, caro leitor, os Alves estão passando por um processo de metamorfose. Carlos Eduardo Alves considerando que Henrique Alves, seu primo, será o melhor para o Rio Grande do Norte. Garibaldi, esse, um desafeto até pouco tempo de Wilma, disse que vai deixar o Ministério da Previdência para ficar ao lado da “guerreira” Wilma no Senado.

Como se observa, o fenômeno da metamorfose que parecia antes só pertencer as borboletas e na música de Raul Seixas, parece tomou conta também dos políticos. Pelo menos por essas bandas das terras de Poti.

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