A propósito, sobre o impeachment da governadora
O Sindsaúde (Sindicato dos Servidores da Saúde) entrou com pedido de impeachment da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM). Principais motivos alegados: atraso no pagamento dos salários do funcionalismo público estadual e o não cumprimento dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários de algumas categorias aprovados pela mesma Assembleia Legislativa que agora analisa o impedimento da governadora.
Adianto logo, antes que algum aventureiro lance mão, que não votei em Rosalba e me considero na lista dos que criticam o seu governo. Contudo, acho pouco provável que o pedido de impeachment vá além da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Dois motivos me levam a pensar desta forma: primeiro, não vejo argumentos palpáveis para um impedimento da governadora nos alegados pelo sindicato; segundo, temos pela frente um ano eleitoral e dificilmente os deputados vão querer se debruçar sobre um assunto que requer tempo e dedicação, quando vão estar se dedicando as suas bases eleitorais atrás de votos para se reelegerem. Além disso, Rosalba está em final de governo e o melhor impedimento para que continue a governar são as urnas, caso ela decida se candidatar a reeleição, que não creio diante do desgaste que vem sofrendo.
No mais, o assunto serve apenas para dar manchetes de jornais e movimentar as redes sociais. Sei que o funcionalismo público, e com razão, está decepcionado com o governo da democrata Rosalba Ciarlini, afinal, atrasar salário quando o governo é o maior empregador do estado não é nada recomendável. O ex-governador Geraldo Melo que o diga. Quando deixou o governo saiu as carreiras do Palácio Potengi sob vaias. Certamente Rosalba Ciarlini deve está se preparando para isso. A não ser que ela acredite em Papai Noel e espere reverter a situação.
Fato é que por impeachment Rosalba Ciarlini não deixará o governo do estado. O impedimento terá que ser feito nas urnas. Essa é e continua sendo a melhor arma contra os políticos que não correspondem a expectativa dos eleitores. Um processo de impeachment num final de governo requer tempo, como já disse, e neste caso, específico, não tem fundamento. A conferir!