A `rebeldia´ de Carlos o impede de ser `bacurau´
O candidato do PDT a prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, não à toa tem motivos para não querer ser considerado um Alves: ele quer “liberdade e independência” da família.
Prova maior disso foi a sua entrevista ao jornal da família, Tribuna do Norte, neste domingo (12), quando disse que “onde estava”, referindo-se ao PMDB, “se exauriu qualquer condição de convivência política”.
Todos sabem que o PMDB do Rio Grande do Norte é a segunda casa dos Alves, desde os tempos do saudoso Aluizio Alves. Confunde-se até o peemedebista com o “bacurau” tal é a identificação do PMDB com a família Alves. Bacurau para os menos avisados é um pássaro noturno da família da coruja que não dorme à noite. Os seguidores de Aluizio é que inventaram esse nome para denominar os eleitores dos Alves. E aí se criou a frase: “quem é bacurau vota em bacurau”.
Mas Carlos Eduardo, ao que parece, esnoba os bacuraus. Não quer ser Alves de jeito nenhum. Para tanto evita usar até o sobrenome, apesar do seu pai, deputado estadual Agnelo Alves (PDT) ter uma aproximação muito grande com o maior líder dos Alves hoje, ministro Garibaldi Alves Filho.
Mas o “rebelde’ Carlos Eduardo foi taxativo na entrevista à Tribuna. Ao avaliar as decisões passadas ele disse que não se arrepende e que está orgulhoso por defender uma legenda que tem história no Brasil – PDT.
– Parei num partido onde todos confiam na nossa condução, como presidente e como liderança, afirmou Carlos Eduardo, reconhecendo que não tem sido fácil.
Carlos que iniciou essa carreira solo em 2002, quando decidiu trilhar um caminho próprio na política potiguar, descolado da família, rompendo inclusive com o PMDB, após mais de 15 anos de atuação no partido – dos quais, quase dez como deputado estadual, filiou-se ao PSB, partido onde permaneceu até abril de 2009 ao lado da ex-governadora Wilma de Faria.
No entanto, apesar de ter saído do PSB, Carlos Eduardo preferiu continuar ao lado de Wilma de Faria, talvez a maior adversária do seu primo Garibaldi Alves Filho na política papa-jerimum.
Certamente se fosse perguntado a Carlos Eduardo qual o seu líder hoje na política local, aposto que ele faria como sua prima Ana Catarina Alves ao responder, num debate, uma pergunta que lhe fiz: Qual o seu maior líder na política do RN?
-Ana Catarina respondeu:
– Meu pai é o maior líder político deste estado, mas hoje sou liderado por José Agripino Maia. Portanto, ele é o meu líder!
Detalhe: Agripino apoiava a sua candidatura a prefeita de Natal contra o irmão Henrique Eduardo Alves.
Carlos Eduardo poderia dar uma resposta igual, embora que hoje, Wilma de Faria dependa mais dele do que ele dela.
O fato é que Carlos Eduardo não faz questão de ser um Alves e, portanto, não é “bacurau”.
E bacurau que é bacurau ….