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Editorial

A redundância entre o voto do ministro e a posição do PMDB do RN

A reunião que os peemedebistas papa-jerimuns farão nesta segunda-feira objetivando “construir uma aliança forte para 2014 e definir que o partido terá candidato a governador em 2014” é tão redundante quanto dizer que o ministro Celso de Mello, do STF, deve votar na quarta-feira a favor do recurso que garante um novo julgamento para 12 dos 25 condenados pelo mensalão.

Claro está que o PMDB do Rio Grande do Norte ao promover uma reunião com seus filiados e dizer que nesta mesma reunião “não haverá lançamento de nomes para o governo do estado”, embora tenha na mesa três – o do ministro Garibaldi Alves, o do presidente da Câmara, Henrique Alves e o do filho do ministro, deputado estadual Walter Alves – quer ganhar tempo, mas há quem diga que o PMDB  apoiará outro nome fora do partido. Aliás, parcial de enquete realizada pelo blog sobre o assunto aponta que para 38% dos leitores do site que já participaram da pesquisa, o PMDB não terá candidato próprio a governador nas eleições do próximo ano. A enquete encerra neste domingo.

Diz o adágio popular que “a voz do povo é a voz de Deus”. Sendo assim, estaria o PMDB do Rio Grande do Norte ouvindo a voz das ruas? Sim, porque um partido que tem três nomes de uma mesma família lembrados para disputar o governo do estado, um deles figurando nas primeiras colocações em pesquisas de intenção de voto – Garibaldi Alves que diz que não quer ser candidato – e até agora não se definiu sobre qual nome apoiar, é porque ainda vacila sobre se terá mesmo candidato ou não a sucessão estadual. Dá pra pensar diferente?

Veja o caso do PT do RN, por exemplo: a deputada federal Fátima Bezerra figura como principal candidata ao Senado nas eleições de 2014. Sendo assim, a própria Executiva nacional do partido já definiu que a sua candidatura será prioridade no Rio Grande do Norte. Pela lógica, o mesmo deveria acontecer com o PMDB em relação ao ministro Garibaldi. Mas, como em política as coisas só se definem em quatro paredes – de gabinetes e de restaurantes luxuosos – aguardemos pra ver o que acontece.

Fato é que assim como o ministro Celso de  Mello sofre pressões dos colegas para mudar o seu voto, o PMDB do Rio Grande do Norte sofre pressões da base para ter candidatura própria a governador. Mello já sinalizou o seu voto, mas não significa dizer que não possa mudar. O PMDB sinaliza candidatura própria, mas também não significa que não possa mudar. A conferir!

 

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