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Editorial

A responsabilidade de Robinson

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSB), carrega sobre os ombros uma grande responsabilidade. Tirar o estado do caos em que se encontra administrativa e financeiramente. Ainda ontem, em seu discurso na solenidade de diplomação, Robinson Faria dedicou sua vitória ao povo anônimo potiguar, que, nas palavras dele, aguarda muito trabalho na nova gestão que se inicia no dia 1º de janeiro.

Essa pessoas não foram convidadas para estarem aqui, mas este diploma foram eles que me deram, eles que me confiaram. Este diploma é um símbolo de coragem, de resistência, de sonho, ousadia, de fé e de esperança. Por isso digo a vocês que este governo será o mais inovador do Rio Grande do Norte e não tenho medo de ser cobrado. Estou pronto, motivado e apaixonado.

É como se Robinson tivesse a bala de prata, não podendo errar. O povo anônimo, sobretudo o eleitor que apostou nele espera e confia que realmente tire o Rio Grande do Norte da situação de lamúria em que se encontra. Do contrário, daqui a quatro anos, as oligarquias vêm que vêm para destronar Robinson. E ainda vão dizer: “não dissemos que vocês colocaram no poder uma pessoa sem experiência, sem saber onde buscar os recursos para investir no estado”.

Portanto, Robinson não tem tempo a perder. Ao sentar na cadeira de governador já no dia 2 de janeiro, Robinson terá que tomar medidas capazes de, ao menos, causar impacto, mesmo que elas possam até ser amargas, até porque para consertar o estado o próximo governador terá que fazer isso. A responsabilidade de Robinson talvez seja maior do que a de qualquer governante que já passou pela Governadoria. Robinson derrotou as oligarquias que há 40 anos dominavam a política do Rio Grande do Norte tendo ao seu lado o PT, o que ele reconhece ter sido um parceiro fundamental para a sua eleição.

A bala de prata terá que ser certeira. Se falhar Robinson será levado à fogueira vivo, sem piedade, pode estar certo disso, caro leitor. As oligarquias não vão perdoar e muito menos o eleitor que apostou nele. Por isso, repito, a sua responsabilidade é muito grande perante um eleitorado sedento por melhorias na segurança, na saúde e na educação pública.

Robinson não poderá ser o mesmo do mesmo. Mas terá que provar isso com ações para mostrar as oligarquias e principalmente ao povo que ele realmente representou a mudança na política papa-jerimum.

A conferir!

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