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Editorial

Ações que não são físicas, mas que se revertem em benefício da população

Ao longo desses primeiros seis meses de governo, a Secretaria Estadual de Saúde vêm se organizando para dar conta das demandas exigidas pelo sistema no sentido de reestruturar a saúde pública no âmbito do Rio Grande do Norte.

Ao assumir a gestão da Saúde, Ricardo Lagreca se deparou com inúmeros desafios. O cenário encontrado era de total desabastecimento da rede hospitalar, incluindo materiais, medicamentos e gêneros alimentícios e paralisação da força de trabalho das atividades meio.

Além disso, as unidades com estrutura física precária pela falta de manutenção e reparos, obras iniciadas e não concluídas, o que culminou com a desativação de leitos.

Soma-se a esse cenário ainda a morosidade nas licitações, processos de contratação de serviços vencidos. Outro problema evidente foi o déficit de recursos humanos, o que acarretava oferta inadequada do serviço e escalas incompletas. A necessidade de se ampliar a qualificação dos novos gestores da rede.

As medidas adotadas pela nova gestão neste semestre tiveram como foco prioritário, além da regionalização, sanar algumas demandas urgentes que impactavam diretamente na assistência prestada.

Nesse sentido, se destacam as ações voltadas a estabilização do abastecimento, mediante o pagamento de processos de prestação de serviços atrasados, o que contribuiu para o resgate da credibilidade dos prestadores na gestão e o estabelecimento de uma nova relação entre as partes.

Também tiveram como prioridade as ações de planejamento integrado, com a construção dos instrumentos de planejamento e gestão, tais como o Plano de Metas e o Plano Plurianual. Essa construção vem ocorrendo de forma cooperativa e solidária, envolvendo, trabalhadores, gestores e usuários, por meio da participação do controle social.

O planejamento integrado, incluiu ainda a construção dos planos regionais, em parceria com as regiões de saúde e gestores locais, com o intuito de definir os serviços que precisam ser implementados e aqueles que necessitam ser fortalecidos nos territórios.  Inclui-se ainda nas ações desenvolvidas as discussões para o Projeto de Implantação do Hospital Terciário para atendimento do trauma e doenças com índice de mortalidade muito elevado no estado, a exemplo dos acometimentos cardiovasculares e cerebrais.

Essas ações impactaram nos seguintes resultados:

Garantia à população ao atendimento nos diversos níveis de atenção, por meio do apoio à atenção primária, atenção assistencial e hospitalar, com a estabilização do abastecimento dos hospitais, maior controle da superpopulação do Hospital Walfredo Gurgel. Essas ações tiveram impacto na medida em que permitiram certa estabilidade em meio a crise da saúde a nível nacional.

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