Acordo ou pressão?
A Folha de S. Paulo diz hoje que após enfrentar desgaste na relação com o PMDB, seu principal aliado, o Palácio do Planalto recuou e costurou acordo para o Congresso tentar votar na próxima terça-feira o Orçamento de 2014. Segundo o jornal, o governo se comprometeu a não vetar uma das principais bandeiras de Henrique Eduardo Alves (RN), presidente da Câmara dos Deputados e cacique do PMDB.
Trata-se da regra inserida na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que prevê o pagamento obrigatório de verbas para as obras apadrinhadas por deputados e senadores, as chamadas emendas impositivas. Os recursos são destinados geralmente para redutos políticos dos congressistas.
Ao site Congresso em Foco, Alves afirmou:
– A ministra Ideli veio aqui, o governo teve uma relação compreensiva em relação ao nosso pleito. Vamos votar na terça o Orçamento. A presidente Dilma manterá a LDO em sua integralidade e, em fevereiro, vamos votar a PEC do Orçamento Impositivo do jeito que veio do Senado”, afirmou Alves. “Ganham todos: o Parlamento, o Executivo e o País, comemorou.
Detalhe: ontem o jornalista Lauro Jardim publicou na sua coluna Radar on-line, uma nota dizendo que no jantar de confraternização oferecido por Eunício Oliveira, ao qual compareceu todo mundo que tem alguma importância no Congresso, Aécio Neves fez o seguinte comentário, logo após o líder da bancada do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), garantir que o Orçamento não será votado na semana que vem:
– Ele atua melhor que a oposição.
Ocorre que este jantar foi na terça-feira e Henrique Alves conversou com a ministra Ideli Salvati na quarta-feira, ou seja, ontem. O que mudou na posição do PMDB da terça pra quarta? Certamente, caro leitor, a pressão dos peemedebistas, sobretudo, do presidente da Câmara que tem interesse em que a presidenta Dilma não mexa na regra inserida na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que prevê o pagamento obrigatório de verbas para as obras apadrinhadas por deputados e senadores, as chamadas emendas impositivas. Os recursos são destinados geralmente para redutos políticos dos congressistas, conforme a própria Folha noticiou.
Daí a pergunta: acordo ou pressão? Fico com a segunda opção!