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Editorial

Afinal, o VLT!

Uma luz no fim do túnel para amenizar o caótico problema do transporte de massa em Natal. Segundo a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) anuncia na segunda-feira (13) o processo licitatório para a implantação do chamado VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Natal e Região Metropolitana. De acordo com a parlamentar, o primeiro passo será uma audiência pública, que acontece na mesma segunda-feira no auditório da Associação dos Engenheiros Ferroviários, no Rio de Janeiro.

É verdade que desde 2003, ainda no início do governo do presidente Lula, Fátima Bezerra vem lutado no sentido de ajudar nessa empreitada que muito irá beneficiar a mobilidade das pessoas em Natal e na Região Metropolitana. Sou testemunha disso. De acordo ainda com a petista, a presidenta Dilma Rousseff irá viabilizar através do PAC Equipamentos, os recursos de R$ 154 milhões para o VLT de Natal. O PAC Equipamentos é um programa que visa agilizar as compras governamentais dando preferência à aquisição de produtos da indústria nacional.

Muito bem: Agora que o VLT deve sair, pelo menos acredita-se nisso, vem o questionamento: como serão as linhas desse dito VLT para servir a Região Metropolitana que forma a Grande Natal? Pelo o que tenho conhecimento, e tive a oportunidade de assistir uma explanação ainda no final do ano passado na sede da CBTU em Natal sobre o assunto, o projeto me parece ser apenas um arremedo, já que o que se pretende fazer é apenas a troca das locomotivas por umas mais modernas, fabricadas em Fortaleza (CE), e a conjugação com o transporte coletivo. Mas as linhas dos trens, pelo o que sei permanecerão como estão, ligando Natal a Extremoz e Ceará-Mirim. Posso está equivocado, e se estou alguém me corrija, por favor, mas se for assim de nada vai adiantar o VLT.

Entendo que uma cidade como Natal, que já tem uma população aproximada dos 800 mil habitantes, necessita de um transporte de massa rápido e eficiente e que atinja não só os moradores da zona norte, mas como também das zonas leste, oeste e sul. Ou seja, os moradores de Ponta Negra, por exemplo, que se localiza na zona sul da capital potiguar teriam que ser beneficiados pelo VLT, já que como o próprio nome sugere – Veículo Leve sobre Trilhos – poderia cortar a cidade em trilhos suspensos como ocorre, por exemplo, em Recife (PE). Mas isso é uma discussão futura, acredito, pois que o volume de recursos assegurados para o projeto, segundo ainda a deputada Fátima Bezerra, chega ao montante de R$ 154 milhões. Muito dinheiro para um projeto que precisa ser muito bem trabalhado para que sirva realmente à população. A conferir!

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