Aflora pelo país denúncias contra prefeitos
A imprensa nacional divulga hoje que o prefeito de Taubaté (SP), Roberto Peixoto (PMDB), e a primeira-dama Luciana Peixoto foram presos ontem, em operação da Polícia Federal. Eles são acusados de fraude em licitações na compra e na distribuição de remédios e merenda escolar. Carlos Anderson, ex-diretor de compras e licitações da prefeitura, também foi detido e acusado de participar do esquema, que envolveria empresários. A primeira-dama preside um órgão de assistência social da prefeitura e é ex-secretária de Inclusão Social.
Segundo a PF, o grupo acusado de corrupção na prefeitura de Taubaté teria criado uma empresa registrada em nome de “laranjas” para desviar recursos. O delegado da PF em São José dos Campos, Ricardo Carneiro, disse que há suspeitas de que duas empresas que forneciam merenda escolar e uma responsável pela distribuição de medicamentos à rede pública foram beneficiadas. Os três presos negaram as acusações. A PF suspeita que as irregularidades podem ter se iniciado em 2007.
Na semana passada, a imprensa divulgou também que um relatório do Ministério Público de São Paulo apontava a primeira-dama de Campinas e o chefe do gabinete do prefeito Dr. Hélio (PT) como a líder de uma suposta “organização criminosa” que fraudava contratos públicos, principalmente nas áreas de habitação, concessão de alvarás e obras diversas.
As informações sobre as fraudes foram dadas ao Ministério Público pelo ex-presidente da Sanasa (companhia de saneamento da cidade), Luiz Castrilon de Aquino – amigo de infância do prefeito.
Já falei sobre isso em post recente. Retomo o assunto devido a importância neste momento de fatos que vêm ocorrendo pelo país envolvendo gestores públicos. No caso do Rio Grande do Norte, por exemplo, a prefeita de Natal, Micarla de Souza (PV), está sendo objeto de investigação por parte do Ministério Público com relação a denúncias de contratos superfaturados de locação de imóveis.
Denúncia essa que também virou objeto de instalação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) por parte da Câmara Municipal, depois de uma pressão de um movimento denominado “Fora Micarla”, nascido nas redes sociais e que pede o seu impeachment.
É correto dizer que o gestor público que não for probo hoje corre o sério risco de ser impedido de administrar. O mundo mudou com a Internet e principalmente com as redes sociais. Em Jundiaí (SP), foi criado, por exemplo, um concurso municipal, proposto pelas redes sociais, buscando as melhores ideias e propostas para construir uma cidade dos sonhos. O concurso vem da sociedade – é promovido por organizações sociais – e chama-se Cidadonos [1]. É a webcidadania em ação.
Estou dando esse exemplo porque as redes sociais elas têm o poder tanto de cobrar os gestores públicos como também de apresentar propostas para que sua cidade fique melhor. E aí cabe ao gestor escolher: Ser probo e continuar a administrar o seu município sem nenhum tipo de percalço, colhendo propostas da sociedade, ou caminhar no sentido contrário e correr o risco de ser impedido de administrar, caso do prefeito de Taubaté.