`Agora é ela´
Quem não se lembra do slogan de campanha da deputada Fátima Bezerra (PT) quando candidata à prefeita de Natal em 2008? `Agora e ela´, dizia o slogan numa referência de que tinha chegado a vez de Fátima Bezerra ser prefeita da capital potiguar. E sabe como surgiu a frase? Numa mesa de bar pronunciada por um garçom. Assim me contou Fábio Lima, ex-assessor de Fátima Bezerra e hoje coordenador regional do Núcleo de Cultura do governo federal. Fábio, aliás, uma pessoa por quem tenho grande estima.
Pois não é que o “Agora é ela´parece se repetir. Não para a prefeitura de Natal, mas para um cargo mais elevado, o de senadora da República. Pelo menos isso é o que pensa o PT do Rio Grande do Norte, nas palavras do presidente estadual do partido, Eraldo Paiva, em entrevista ontem ao Jornal do Dia, da TV Ponta Negra. Não sem razão. Fátima Bezerra é hoje, com toda certeza, a parlamentar mais atuante da bancada do estado no Congresso Nacional e, claro, isso a credencia a almejar a senatória.
Em 2014 teremos apenas uma vaga para o Senado, já que os senadores José Agripino Maia (DEM) e Garibaldi Alves Filho (PMDB) ocupando no momento o cargo de ministro da Previdência, ainda terão mais quatro anos de mandato. O cargo em disputa será o que está sendo ocupado pelo pai de Garibaldi Filho, Garibaldi Alves (PMDB), que assumiu o mandato após a então senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ser eleita governadora.
A ex-governadora Wilma de Faria (PSB), futura vice-prefeita de Natal, diz que sua pretensão em 2014 é a Câmara Federal. Nada de concreto aí. Wilma tanto pode sair a deputada federal, como tentar novamente chegar ao governo do estado, bem como ao Senado. O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), se não houver nenhum contratempo em seu projeto de presidir a Câmara no biênio 2013/2014, acho que dificilmente tentará a senatória em 2014. Deve tentar a reeleição e quiçá continuar como presidente da Casa por mais um biênio.
Diante dessas conjecturas políticas-eleitorais ouso dizer que a deputada Fátima Bezerra é sim uma forte candidata ao Senado. Claro que tudo vai depender da formação das alianças. O PT já disse que pra início de conversa quer compor a chapa majoritária, seja quais foram os aliados futuros. Preferencialmente já adiantam que farão coligações com os partidos da base aliada do governo Dilma e citam como exemplo, o PSB, PDT e PCdoB. O PMDB estaria teoricamente fora desse contexto a permanecer aliado do governo Rosalba. Mas como há sinais de rompimento, tudo indica que os peemedebistas também podem fazer parte desse leque de alianças petista.
O fato é que o PT não abrirá mão de compor uma chapa majoritária indicando a deputada Fátima Bezerra para candidata ao Senado. Se acaso o PMDB indicar o nome de Garibaldi Alves Filho para governador, como se cogita, uma eventual aliança com o PT terá que ter o nome de Fátima Bezerra na chapa majoritária. Se o PSB decidir pelo nome de Wilma de Faria ao governo, idem. Se Robinson Faria (PSD) conseguir emplacar o seu nome como candidato ao governo, como deseja, e quiser aliar-se ao PT, novamente o nome de Fátima Bezerra será apresentada para o Senado.
De formas que o nome da deputada Fátima Bezerra deixa de ser um nome apenas do PT para o Senado, mas já começa a ultrapassar as fronteiras do partido para futuras alianças.
Como diria aquele garçom: `Agora é ela´!