Agripino e Wilma juntos em nome de Campos. Isso pode Arnaldo?
O jornalista Paulo Henrique Amorim estampa hoje em seu blog, o ConversaAfiada, que “Agripino dá Bye-Bye 2014” para tucanos e demos com base em declarações feitas pelo senador potiguar à Folha e ao portal UOL em que manifesta o desejo de ver o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disputando à Presidência da República.
Não faço essa leitura. Entendo que Agripino Maia tem receio sim de uma nova derrota da oposição em 2014. Isto está claro em suas declarações quando afirma que a oposição só terá chance de vitória se ampliar a minguada aliança de partidos hoje praticamente resumida ao PSDB e DEM.
E por que Agripino pensa dessa forma? Porque certamente não vê no senador Aécio Neves um nome que possa agregar. De acordo com o próprio presidente do DEM, Aécio é um nome da melhor qualidade, “ mas só ter um candidato de qualidade não serve”. Concordo com Agripino. Prova maior dessa desagregação é a divisão que está ocorrendo dentro do PSDB.
Agripino certamente aposta numa aproximação de Eduardo Campos com os partidos de oposição ao governo Dilma. Isso, no seu entendimento poderia fortalecer a oposição, com Eduardo Campos saindo candidato a presidente e Aécio Neves sendo o seu vice. Até porque, o democrata sabe que Eduardo Campos é um nome forte em Pernambuco, o que, de certa forma, poderia se contrapor a já sólida votação dos candidatos petistas – Lula e Dilma – na região nas últimas eleições presidenciais.
Fato é que Eduardo Campos barganha um cargo de candidato a vice-presidente, seja de Dilma ou de Aécio Neves. Seu projeto de concorrer à Presidência da República é para 2018. Por enquanto ele está apenas pavimentando esse caminho. Portanto, o desejo de Agripino de ver Campos candidato à Presidência com toda certeza ainda está longe. Ele – Agripino Maia – terá que se contentar mesmo com uma eventual candidatura de Aécio Neves, embora, não descarte de Campos ser o vice do tucano.
Mas uma pergunta terá necessariamente que ser feita. Caso Eduardo Campos se bandei para a oposição, Wilma de Faria (PSB), eleita vice-prefeita de Natal e provavelmente candidata a governadora do estado outra vez, subirá num palanque ao lado de Agripino? Difícil, mas como em política tudo é dinâmico, não é uma coisa impossível. Agripino e Wilma juntos outra vez em nome de Campos. Isso pode Arnaldo?