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Editorial

Alguém sairá desmoralizado

Já disse uma vez em Editorial e repito: Pesquisa eleitoral não se discute se analisa. Mas o fato é que as pesquisas de intenção de voto que estão sendo realizadas no Rio Grande do Norte, sobretudo em Natal, estão deixando o eleitor confuso e até com dúvidas sobre a veracidade dos números que estão sendo apresentados com relação ao pleito do próximo domingo.

Alguém, ou melhor, algum instituto ou alguns institutos de pesquisas vão sair desmoralizados, certamente, tal a disparidade das avaliações. É verdade que a maioria converge para um denominador comum. Há de se perguntar: Será que estas que convergem para um denominador comum estão erradas ou será o contrário? O fato é que a pesquisa de maior credibilidade sairá das urnas. Essa não tem como errar. É prego batido e ponta virada.

O que se observa, entretanto,  é que pesquisa de intenção de voto Brasil afora parece está sendo vendida no varejo. Há pra todos os gostos. Os apaixonados pela política-partidária tomam isso como bandeira. Quando os números são favoráveis a seus candidatos o instituto tem credibilidade, quando não a pesquisa foi manipulada. Não quero entrar nesse mérito, até porque, reafirmo, pesquisa é objeto de análise. Se ela é manipulada a gosto do freguês não cabe a mim questionar, até porque as metodologias utilizadas são diferentes, mas cabe a Justiça Eleitoral observar.

Importante ressaltar que a pesquisa eleitoral retrata um momento na campanha, mas difícil entender que sem haver nenhum fato novo uma pesquisa possa retratar esse momento de uma forma abrupta destoando das demais. Ou o eleitor é demasiado volúvel ou os números estatísticos são demasiadamente complexos capaz de mudar um quadro de forma inconsistente, ou seja, que não tem uma base sólida para se manter até o dia do pleito.

Melhor neste caso aguardar a abertura das urnas, sem discussão, sem paixão, porquanto elas, as urnas, podem surpreender ou para um lado ou para o outro. E aí não tem como dizer que os números do pleito foram manipulados, pois que a época da brejeira já passou. O voto hoje é computado eletronicamente e vai direto para o registro no Tribunal Eleitoral.

Só resta então para o lado ganhador dizer que tal ou tais pesquisas estavam certas e para o lado perdedor lamentar o contratempo no percurso normal da coisa, ou seja, da eleição. E viva à democracia que nos permite votar e se contrapor as estatísticas!

 

 

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