As maluquices da política papa-jerimum
O governo do Rio Grande do Norte que tem como governadora Rosalba Ciarlini, que é do DEM, formalizou um Conselho Político integrado pelo senador José Agripino Maia (DEM), deputados federais Henrique Eduardo Alves (PMDB) e João Maia (PR), presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta (PMN), o marido da governadora ex-deputado Carlos Augusto Rosado (DEM) e mais o ministro da Previdência Garibaldi Alves Filho (PMDB), que vem a ser, claro, auxiliar direto do governo da presidente Dilma Ruosseff.
Ocorre que, além do Conselho Político de um governo do DEM contar com um ministro e dois deputados da base aliada de um governo petista no plano nacional, os Democratas, que não terão candidato próprio à sucessão municipal em Natal, principal colégio eleitoral no estado, vão apoiar a candidatura a prefeito do deputado federal Rogério Marinho, que vem a ser do PSDB e que sequer participa do dito colegiado. Detalhe: O maior aliado do DEM hoje no plano local é o PMDB, que por sua vez terá candidatura própria à sucessão da prefeita Micarla de Sousa (PV), que é o deputado estadual Hermano Morais.
É difícil entender o comportamento dos políticos do Rio Grande do Norte. E isso não é de agora. Já na eleição passada para o governo do estado, só para refrescar a memória, o PMDB se dividiu em dois. O PMDB de Henrique e o PMDB de Garibaldi. Os henriquistas apoiaram a candidatura a reeleição do então governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) e os Garibaldistas ficaram ao lado da então senadora Rosalba Ciarlini que acabou se elegendo governadora.
Difícil entender os malabarismos que eles – os políticos – fazem para tentar fazer o eleitor compreender o jogo de interesses que rola por trás dos laboratórios montados em Brasília, bem distante de Natal. Sim, porque como já disse por diversas vezes, as decisões políticas no Rio Grande do Norte nunca são tomadas no estado, mas no Planalto Central, onde só as paredes dos gabinetes são ouvidos.
Como se observa, nem Freud, se fosse vivo, conseguiria explicar a política potiguar. Ou melhor, os políticos do Rio Grande do Norte, imagina o eleitor!