As notícias nada confortáveis para o TJRN
Não bastasse a confirmação de irregularidades existentes na Divisão de Precatórios e que há indícios de desvio de verbas que deveriam ser destinadas ao pagamento de precatórios, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte agora enfrenta uma nova denúncia: A de que algo em torno de R$ 900 mil em equipamentos doados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ao TJRN desapareceu, conforme reportagem da Folha de S. Paulo.
Relatório inédito do CNJ, a que a Folha teve acesso, revela que as cortes regionais, entre elas a do Rio Grande do Norte, não sabem explicar onde foram parar 5.426 equipamentos, o equivalente a R$ 6,4 milhões entre computadores, notebooks, impressoras e estabilizadores, entregues pelo CNJ para aumentar a eficiência do Judiciário.
Sem dúvida a presidente da Corte desembargadora Judite Nunes terá pela frente um grande abacaxi para descascar em sua gestão. Contudo, ela já demonstrou interesse em desnudar a Corte de Justiça potiguar. O caso dos precatórios prova isso. Judite Nunes já determinou uma comissão especial interna para apurar o caso, assim como já levou ao conhecimento do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado que também vão apurar.
Através do twitter o juíz Luís Cândido Villaça rebateu a reportagem da Folha que fala sobre o sumiço de R$ 901 mil em equipamentos doados pelo CNJ ao TJ RN. Ele disse que o problema foi burocrático e que os R$ 901 do CNJ foram doados sim, mas em equipamentos que não sumiram e sim estão nas comarcas.
Menos mal. Resta o próprio Tribunal de Justiça confirmar isso e provar que os equipamentos doados pelo CNJ estão mesmo nas comarcas do interior, conforme relata Villaça na rede social. Em todo caso, as notícias não são nada confortáveis para o TJRN.