As paixões políticas. Ah, as paixões políticas!
A discussão agora é sobre um panfleto que teria sido distribuído próximo a igrejas evangélicas contra o candidato novamente a prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), pela campanha de seu opositor neste segundo turno, Hermano Morais (PMDB). Um panfleto que prega o voto evangélico contra Carlos Eduardo Alves por este ter propostas que afrontam os princípios do segmento.
Difícil acreditar que Hermano Morais tenha aprovado o que diz o tal panfleto, pois que o peemedebista quando era vereador presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal. Seria ir contra o seu pensamento. Mas fácil alguém, na tentativa de ajudá-lo, ter produzido o panfleto, mesmo este contendo o CNPJ e a logomarca de sua campanha. Não ajudou, foi um equívoco!
Contudo, a situação, a título de exemplo, não deixa de nos remeter ao ex-presidente Lula, que disse não saber da existência de um Mensalão em seu governo para que parlamentares votassem em projetos de interesse do Planalto. Confesso que acredito em Lula. Votei nele em todas as eleições presidenciais e votaria novamente. Admiro-o como pessoa e como político. Daí acreditar no que disse.
O mesmo se aplica a Hermano Morais. Conheço o seu passado político e seu perfeitamente que não aprovaria um panfleto dessa natureza. Dizer que ele tinha conhecimento é o mesmo que afirmar que Lula também sabia da existência do mensalão em seu governo. Ou para um serve a desfaçatez e para outro não?
Fato é que foi um equívoco de quem pensou está ajudando Hermano Morais com esse panfleto. Mas daí culpar o candidato por isso são outros quinhentos. As paixões políticas levam a que muitos veja a coisa apenas por um lado. É como o exemplo de Lula que citei.
Continuo a defender a candidatura de Hermano Morais para prefeito de Natal por entender ser o melhor para a nossa cidade. Não é por causa de um panfleto que acredito, repito, não foi do seu conhecimento, que não vou reconhecer os seus méritos.
Portanto, querer imputar a Hermano Morais um panfleto que depõe contra o seu oponente só porque este tem o CNPJ e a logomarca de sua campanha é forçação de barra, até porque, como já disse, Hermano presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal.