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Editorial

Assim como o exame da OAB deveria existir exame nacional para médicos

Absurdo: quase 60% dos recém-formados em escolas de Medicina de ão Paulo não atingiram o critério mínimo no exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), realizado em novembro. Dos 2.843 participantes que fizeram a prova, 1.684 acertaram menos de 72 das 120 questões. O resultado foi considerado “ridículo” pelo coordenador do exame, Bráulio Luna Filho, diz hoje reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

O Bom Dia Brasil, da Rede Globo, desta quinta-feira também enfocou o assunto. Segundo o jornal  “o mais preocupante é que, mesmo assim, esses médicos podem começar a atender a população. O estudante de medicina tem que fazer a prova, mas, mesmo que seja reprovado, não é impedido de se tornar médico. Dos que fizeram a prova, 64% não souberam responder que a tosse era o principal sintoma da tuberculose, disse o Bom Dia Brasil. Clique aqui [1] para ver a reportagem completa.

Entendo que assim como o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que serve para os bacharéis em Direito poder exercer a profissão após aprovado na avaliação, o Conselho Federal de Medicina deveria exigir isso dos médicos recém-formados, afinal, os futuros médicos vão lidar com vidas humanas e se um profissional de saúde não sabe, sequer, identificar o principal sintoma da tuberculose, tudo pra ele não passa de uma virose.

É preciso o Conselho federal de medicina e até mesmo o Ministério da Educação começar a pensar seriamente no assunto. Se no maior estado do Brasil a situação dos médicos está dese jeito, imagine, caro leitor, no restante do país onde faculdades de medicina são abertas a troco de caixa. Se um advogado não pode exercer a profissão por não está qualificado pra isso ao ser reprovado no exame da ordem, da mesma forma e principalmente um médico não está preparado para as suas funções ao ser reprovado num exame de um conselho regional, caso de São Paulo.

O Brasil está mudando. O cidadão hoje cobra os seus direitos eacho que entre estes direitos está um bom atendimento médico, o que na maioria dos casos não ocorre. Como disse, se hoje voc~e sente um mal-estar poucos são os médicos que lhe examinam por completo, até mesmo nas urg~encias de hospitais particulares. Raras são as vezes em que o médico de plantão não diz que o seu mal-estar não passa de uma virose. Certamente a explicação maior pra isso o próprio exame do Cremesp pode responder ao constatar que dos profissionais médicos recém-formados que fizeram a prova, 64% não souberam responder que a tosse era o principal sintoma da tuberculose. É correto afirmar, neste caso, que a tosse para estes profissionais de saúde não passa de uma virose.

 

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