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Editorial

Brasileiro é incrédulo com o fim da corrupção

O blog fez uma enquete para saber se o web-leitor acredita no fim da corrupção no Brasil.  O resultado não foi nenhuma surpresa. Quase 60% dos internautas responderam que não acreditam. Embora a presidente Dilma Ruosseff tenha pregado uma faxina ética no seu ministério – inacabada, diga-se de passagem – e talvez esteja aí o ceticismo do cidadão, o fato é que os exemplos de corrupção continuam país afora. Agora mesmo, a revista CartaCapital traz como destaque em sua edição de fim de semana sob o título “Bandalheira Fardada”, uma reportagem que afirma que está parado um inquérito que investiga sete generais por corrupção. E o caso do major que ganha R$ 12 mil por mês e tem patrimônio de R$ 10 milhões. Desde 15 de agosto, a Procuradoria-Geral da República analisa uma representação encaminhada pelo Ministério Público Militar.

Outro exemplo que faz com que o brasileiro não acredite no fim da corrupção neste país. O jornal O Estado de São Paulo, em sua edição deste sábado, diz que pelo histórico do STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Paulo Maluf (PP-SP), de 80 anos, deve se livrar do processo criminal aberto anteontem pela Corte por suspeitas de que ele tenha cometido o crime de lavagem de dinheiro junto com a mulher, Sylvia, quatro filhos e outros dois parentes. O texto ressalta que o Supremo costuma demorar anos para julgar uma ação desse tipo. Parte dos ministros entende que o crime prescreverá em 2014.

Sem falar na Justiça. Esta semana a corregedora nacional, Eliana Calmon, em entrevista à Associação Paulista de Jornais, afirmou que a magistratura “está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos escondidos atrás da toga”. Ela se refere, inclusive, a crimes praticados por magistrados. Portanto, não faltam exemplos para que o cidadão brasileiro que paga seus impostos em dia não acredite numa faxina ética não só na política, mas também e até na Justiça e nas Forças Armadas.

A corrupção se instalou no Brasil como um câncer em processo de metástase e está difícil combatê-la. Movimentos isolados da sociedade foram ensaiados com convocações através de redes sociais, mas a população ainda continua dispersa. Certamente por acreditar ser difícil combater a corrupção num país de dimensões continentais como o Brasil.

Ainda esta semana, o vocalista Dinho, da banda Capital Inicial, dedicou a música “Que país é esse” de Renato Russo, ao Congreso Nacional e em especial ao presidente da Casa, senador José Sarney, ao a se apresentar no Rock in Rio.  Em coro a platéia respondia – é o da corrupção – toda vez que ele repetia o refrão “Que país é esse”. É isso, embora incrédulo no fim da corrupção, o brasileiro é pacífico e fica à espera de uma faxina ética total, absoluta e irrestrita. A conferir!

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