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Editorial

Brasília sob um pântano de lama

Não há como negar que vivemos tempos confusos. No tsunami em que se transformaram as investigações da Lava Jato, os números são maiúsculos: até esta semana em que completou 500 dias, foram 600 procedimentos de investigação instaurados, envolvendo 494 pessoas e empresas, e nada menos que 94 mandados de prisão expedidos. E as acusações e suspeitos têm chegado cada vez mais perto da cúpula do governo federal.

Mas este não é o único problema que a presidente Dilma e seus mais próximos colaboradores precisam resolver. Temos também as agora famosas “pedaladas fiscais”, que vieram jogar os holofotes sobre o TCU – Tribunal de Contas da União, responsável por avaliar a legalidade das contas do governo, ano a ano. Como se sabe, para fechar o ano de 2014, o governo federal usou do caixa dos bancos estatais, o que é terminantemente proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O que estes dois problemas têm em comum? O fato de que pesam suspeitas graves de que o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, vem se beneficiando de seu parentesco para obter pareceres favoráveis a seus clientes. Sem falar na acusação de ter recebido propina de um empreiteiro.

Escreveu o colunista Jorge Maranhão, do site Congresso em Foco

De fato, Brasília se encontra sob um pântano diria de lama. Na Câmara Federal o seu presidente, Eduardo Cunha, foi denunciado de participar também da Lava Jato. O presidente do Senado, Renan Calheiros, também está sob suspeita.

Pra completar, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, já denunciado no mensalão e que se encontrava preso em regime domiciliar, foi alvo hoje de prisão preventiva. Dirceu foi detido em casa e levado para a sede da Polícia Federal em Curitiba. Ele está sendo acusado de participar também do escândalo da lava Jato.

Somado a tudo isso a presidente Dilma não tem o controle do Congresso, o que sem dúvida preocupa ainda mais o governo.

Hoje também, os Sem-Terra estão protestando contra o corte de quase 50% no orçamento para a reforma agrária, em função do ajuste fiscal. O MST, histórico aliado dos governos petistas, ocuparam o Ministério da Fazenda e pedem a cabeça do ministro Joaquim Levy. Em Natal, o MST fechou os acessos ao Aeroporto Internacional Governador Aluizio Alves.

Como se observa, agosto já começa com ares tenebrosos no Planalto Central. Os ares mudarão e tendem a se agravar?

A conferir!

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