Campanha em Natal não deverá ser nacionalizada
A campanha política em Natal com vistas as eleições municipais não deverá ser nacionalizada, até porque pelo menos três dos principais candidatos que se apresentam pertencem a partidos aos quais têm algum vínculo com o governo federal. Falo de Fernando Mineiro (PT), Hermano Morais (PMDB) e Carlos Eduardo Alves (PDT).
Mas, não é só por isso que acho que a campanha não será nacionalizada. Os desgastes das gestões da prefeita Micarla de Sousa (PV) – que poderá sair candidata a reeleição, embora não creia nisso – e da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), cujo partido apoia a candidatura do tucano Rogério Marinho, por si só já demonstra antecipadamente que os discursos estarão, sobretudo, de olho nestas duas administrações.
É fato e notório que os debates focarão os desgastes da alcaidessa natalense e da governante potiguar. Um detalhe: o candidato do PSDB poderá sofrer um bombardeio duplo, já que tanto apoiou a candidatura de Micarla à prefeitura de Natal, como também à candidatura de Rosalba Ciarlini ao governo do estado. Ambas, segundo pesquisas, desaprovadas pela população.
Uma outra observação que deve ser feita é quanto as intenções de voto. Por enquanto, Carlos Eduardo Alves lidera com folga. Mas é preciso ressaltar que a campanha ainda não começou e Carlos, todos sabem, pode entrar na campanha sub judice, ou seja, sob apreciação judicial em função da derrota que teve na Câmara Municipal com as suas contas desaprovadas, tornando-o inelegível. Vai brigar em duas frentes: na justiça e na política, o que pode tornar a sua candidatura fragilizada.
Por outro lado, a ganhar a batalha judicial, o pedetista pode manter-se na dianteira e aumentar ou não o seu capital eleitoral. Tudo é possível. Caso não aumente, e ao contrário, diminua, a grande disputa será entre os dois outros candidatos. Falo de Rogério Marinho e Hermano Morais para ver quem irá ao segundo turno junto com Carlos Eduardo Alves.
Uma outra observação que pode ser feita é quanto a Fernando Mineiro. No caso da candidatura de Carlos Eduardo Alves se complicar, ou seja, havendo dificuldades junto a Justiça Eleitoral, os votos da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que desistiu de disputar o pleito, poderiam migrar para o petista. Seria o natural. Mas podem ainda serem pulverizados entre Mineiro e o próprio Hermano Morais, já que para Rogério Marinho, e em último caso Micarla de Sousa, esses votos não irão. A conferir!