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Editorial

Carnatal, a galinha dos ovos de ouro estaria morrendo?

Hoje vou falar de um assunto que foge a política. Vou me deter num evento que já faz parte do calendário turístico de Natal. Falo do Carnatal.

Neste ano o Carnatal – maior carnaval fora de época do país, segundo seus organizadores – está completando 21 anos de existência. E é exatamente no ano em que completa a maior idade, posso está equivocado, se observa uma certa dispersão quanto ao evento.

Nada contra o Carnatal, mas parece que o seu formato já está ultrapassado, haja vista os exemplos do Fortal, em Fortaleza e o Recifolia, em Recife, que transformaram os eventos de ruas, embora com todo o seu glamour com os trios elétricos, em arenas fechadas.

Me lembro que nos primeiros anos do Carnatal a esta altura não se falava de outra coisa na cidade, inclusive com jovens de outros locais circulando por ruas, avenidas, shoppings e praias de Natal. Hotéis e pousadas também a esta altura já não tinham mais vagas. O bloco de maior sucesso, o Côco Bambu, puxado por Durval Lélis, costumava esgotar seus abadás já no mês de julho. Hoje, na semana do Carnatal, garanto, ainda tem abadá pra vender.

Parece que agora a coisa está diferente. As pessoas dão a impressão que estão alheias ao Carnatal, que desde o ano passado deixou de ter o seu glamour com a falta do chamado “Corredor da Folia”. Este ano reinventaram, mas com um trecho muito pequeno de percurso. Na semana em que se dá o Carnatal – começa na próxima quinta-feira – se ouve pouco falar do evento.

Será que a “galinha dos ovos de ouro” da Destaque Promoções está morrendo, pois que nem os camarotes oficiais do governo do estado e da prefeitura de Natal têm mais? Claro, devido a crise, isso contribui! Ou será que estou ficando velho demais e não percebo que o Carnatal está muito vivo ainda? Não, não sou eu que estou ficando velho demais. O problema é que o Carnatal, além de despertar polêmicas por sua localização, já não é mais novidade numa cidade que gosta de inovar, como Natal.

Claro e óbvio que o Carnatal terá sempre público, mesmo que seja reduzido em relação a eventos passados, mas terá sempre adolescentes querendo debutar. Isso é certo. No entanto, repito, o glamour que despertava na cidade está acabando. Não seria o momento de se repensar o Carnatal?

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