Caso dos medicamentos. A pergunta que procede
O internauta, ou melhor, tuiteiro, José Mádson Vidal, fez uma pergunta hoje na rede que procede:
Alguém sabe que fim teve as acusações feitas à SMS (Aparecida França) pelas irregularidades na compra e armazenamento de medicamentos?
Vidal se refere ao escândalo dos medicamentos denunciado logo no início da administração da prefeita de Natal Micarla de Souza contra a gestão anterior, do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, em que a secretária municipal de Saúde, Aparecida França, teria cometido supostas irregularidades na compra e no armazenamento de medicamentos com alguns remédios sendo até jogados fora por ter passado da validade, não tendo, portanto, sido distribuídos na época certa.
Pois muito bem: Dias atrás recebi, por e-mail, uma informação que compromete uma promotora de Justiça do estado. Claro, que por se tratar de uma denúncia grave e a fonte não querendo se identificar decidi não publicá-la, até porque, embora tivesse partido de um advogado ele pede que resguarde o seu nome. Mas, diante da pergunta pertinente do tuiteiro hoje, decidi transcrever parte do que me chegou através do blog, sem citar nomes respeitando o autor das denúncias. Diz o advogado:
– O filho da tal promotora de Justiça ganhava propina na compra de medicamentos e sua mãe era sabedora disso, pois que até dividia com ele o dinheiro.
– Com a propina que recebia chegou a comprar um apartamento no valor de R$ 100 mil.
– O tal filho da promotora presenteava com jóias caras a sua namorada.
Diante do que me foi informado, decidi questionar o advogado, também através de e-mail, com as seguintes perguntas:
– Como você tomou conhecimento, por exemplo, que ele comprou um apartamento no valor de R$ 100 mil?
– Como você sabe que ele presenteava sua ex-namorada com jóias caras?
– Como você sabe que ele ganhava propina na compra de medicamentos?
– Como você sabe também que a mãe sabia das falcatruas do filho e até dividia com ele o dinheiro sujo?
Feito estes questionamentos, e aí não por duvidar de você, mas porque preciso me inteirar melhor de como você soube disso, quero saber qual foi a sua fonte, diante da gravidade da denúncia.
Você há de convir que para eu denunciar um fato de tamanha gravidade, tenho que está respaldado. Você pede anonimato da fonte. Tudo bem! Mas é preciso vc me documentar sobre os fatos ocorridos.
Acredito no que vc diz. Mas foi vc mesmo que já disse que denunciou o caso as autoridades competentes e ninguém tomou providências.
O que ele me respondeu:
Olá caro amigo Barbosa,
Realmente vc tem razão e sou de acordo que tudo a ser publicado tem que ter uma fonte para garantir a paz futuro.
Amigo, é o seguinte. Todas essas informações foram ditas pela ex noiva de ……………………., pois a mesma viu tudo isso de perto e tbm era com ela que o mesmo desabafava os seus problemas. Ela é minha amiga pessoal de muito tempo. O problema é que ela me falou tudo isso sabendo que eu sou fiscalizador de coisas corruptas e erradas e uma vez visto por mim, denuncio mesmo, como sempre fiz. Só que nesse caso, eu não tenho fatos documentais para provar e sim apenas o depoimento de uma amiga que foi noiva com ………………………. e que tbm pede que sua identidade não seja revelada. Puts, ai fica difícil.
Só que como uma pessoa da lei que eu sou, preciso fazer com que essas pessoas paguem pelos erros cometidos.
O que vc me aconselha nisso, como jornalista e profissional que vc sempre foi??
Talvez esteja aí a resposta para a pergunta de José Mádson Vidal no twitter!