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Editorial

Chega de problemas, queremos soluções!

Certamente o futuro prefeito de Natal vai encontrar pela frente, assim que assumir o cargo em 1º de janeiro, uma série de problemas que precisam com urgência de soluções. Em época de campanha são prometidos mundos e fundos e quem acredita em Mula sem Cabeça, Saci Pererê, Duende e até Papai Noel é capaz de vislumbrar dias melhores. Tem sido assim nos últimos 20 anos.

A título de exemplo de um problema que nunca foi dado uma solução, apenas alguns arremedos, e que agora vem a debate até em Ministério em Brasília, é a Via Costeira. Atualmente dois hotéis estão embargados: o da BRA, do grupo NATHWF, que se mantém como um esqueleto em meio às dunas, e o Ponta Negra Bay, ainda em fase de terraplenagem.

Outro dia o superintendente do Ibama no Rio Grande do Norte Alvamar Costa de Queiroz lançou luz sobre o assunto. Disse ele que “há crime de prevaricação” na Via Costeira e que há uma faixa da Marinha do Brasil, que pertence à União.

– Muitos hotéis avançaram nessa área e vão ter que recuar um dia. Por isso foram multados. Nenhum daqueles hotéis tinha licença ambiental.

Pois muito bem: esse é apenas um dos inúmeros problemas que terá que encontrar solução a curto prazo diante de uma Copa do Mundo que se aproxima e que exige um número maior de leitos na capital dos Reis Magos.

Outro problema que urge solução imediata e sem paliativo é o caótico trânsito da cidade. Obras de mobilidade urbana tão faladas e propaladas estão com atraso de anos luz. O alcaide que assumir a cadeira a ser deixada por Micarla de Sousa terá que fazer malabarismos para ver se consegue a tempo do Mundial realizar alguma coisa e que não fique apenas na retórica do discurso de campanha. Usar o retrovisor para culpar a gestão verde já não vai valer de mais nada, pois que isso já é pauta atualmente.

O que o natalense quer é ver as soluções dos problemas. De demagogia estamos cansados. E olha que estou falando apenas de problemas de ordem estruturais, porque se for falar dos setores relacionados à saúde e a educação, que afeta diretamente a saúde e a formação intelectual das pessoas, estes problemas estão longe de serem resolvidos.

Em todo caso, aguardemos pois, e que as promessas de dias melhores para Natal não fiquem só no discurso, porquanto nas duas últimas décadas palavras foram palavras nada mais que palavras. A conferir!

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