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Editorial

Cobre-se do jornalista independência

Antes que algum aventureiro lance mão quero dizer que “a Constituição Federal, nos artigos 5º, incisos IV e IX, e 220º, garante o direito individual e coletivo à manifestação do pensamento, à expressão e à informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, independentemente de licença e a salvo de toda restrição ou censura”.

Cumprindo o preceito constitucional quero dizer que as opiniões externadas aqui neste espaço, através de Editoriais, são de inteira responsabilidade deste escriba. A democracia plena que se prega tanto neste país só poderá existir de fato e de direito com a liberdade de expressão, sem o que não há democracia.

Assuntos relevantes para a sociedade tem tomado o noticiário nos últimos meses no Rio Grande do Norte, às vezes chegando a mídia nacional, envolvendo personalidades políticas, empresariais e do Judiciário. São escândalos rumorosos com dinheiro público.

Estes escândalos são repercutidos no Blog de maneira crítica sob o ponto de vista jornalístico, mas, claro, com responsabilidade e ética, como manda o bom jornalismo. Como disse o jornalista e professor Ruy Rocha, “que o jornalismo seja exercido com dignidade, respeitando a ética e sem pisar nos fatos”. É o que tenho procurado fazer.

Outra citação, essa inclusive faz parte do rodapé deste Blog, e que faço questão de ressaltar, é do conceituado jornalista Mino Carta. Diz ele:

– O jornalismo deve buscar a verdade, a imparcialidade e exercer a vigilância sobre o Poder.

De fato tanto Ruy Rocha como Mino Carta têm razão.

Costumo dizer que jornalista não é o dono da verdade, mas tem que procurar falar a verdade, sob pena de em não falando a verdade cair em descrédito. Em quatro anos do Blog no ar, caminhando para os cinco, nunca fui desmentido. O máximo, questionado, o que faz parte da profissão.

A opinião de hoje para muitos pode soar como um desabafo. No entanto, não se trata disso. Me reportei a Constituição Federal só para lembrar ao leitor que o jornalista tem de ser acima de tudo um crítico. Não se pode está levantando a bola ou encobrindo fatos de alguém em função das conveniências.

O repórter – e aí me incluo – como diz o próprio nome tem que reportar os fatos.

Como disse o também jornalista Ricardo Noblat outro dia, cobre-se do jornalista honestidade.

– Não posso inventar nada. Não posso mentir. Não posso manipular fatos.

Mas posso errar – como qualquer um pode. E quando erro devo admitir o erro e me desculpar por ele.

Cobre-se do jornalista independência.

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