Com Lula como cabo eleitoral, “agora é ela”, não tem jeito
No início de dezembro do ano passado escrevi um Editorial afirmando que tinha chegado a hora da deputada Fátima Bezerra (PT-RN) se candidatar ao Senado. Com o título “Agora é ela”, que serviu de slogan de sua campanha a prefeita de Natal, eu dizia que qualquer composição de aliança com vistas a chapa majoritária para 2014 passava pelo PT, mas precisamente pelo nome de Fátima. Caro leitor, clique aqui [1] para conferir.
Pois muito bem: Pouco depois surgiu a informação do próprio PT do Rio Grande do Norte dizendo que a prioridade da Executiva Nacional para o partido no estado nas eleições de 2014 era a eleição de Fátima Bezerra para o Senado. Agora, vem a informação do jornalista Felipe Patury, colunista da Época, dizendo que Fátima Bezerra está entre os três nomes do PT que o ex-presidente Lula faz questão de se engajar na campanha rumo ao Senado.
Com o apoio da Executiva Nacional e tendo ao seu lado um cabo eleitoral como Lula, devo dizer que a deputada Fátima Bezerra não abre nem para um trem a sua candidatura à senatória. E reafirmo o que tenho dito: qualquer formação de chapa majoritária no Rio Grande do Norte visando o governo do estado passa pela candidatura de Fátima Bezerra ao Senado. Seja ela numa composição do PT com o PMDB de Henrique Eduardo Alves, do PSB de Wilma de Faria ou do PSD de Robinson Faria.
Diria até que, diferentemente de situações anteriores, o PT do Rio Grande do Norte está hoje relativamente em situação confortável a ponto de poder escolher quem melhor vai lhe servir para compor uma aliança partidária. Do ponto de vista político-eleitoral a prioridade de aliança dos petistas é com os partidos que formam a base do governo Dilma Ruosseff. Portanto, por enquanto, nem o PMDB, nem o PSD e até mesmo o PSB estão descartados. o PMDB porque rompeu com o governo do DEM no estado. Uma exigência do PT para poder conversar com os peemedebistas. O PSB, que até o governador de Pernambuco e presidente nacional da legenda, Eduardo Campos, se lançar candidato à presidência da República – será mesmo que vai – continua a ser parceiro dos petistas. O PSD porque se tornou aliado do governo Dilma e já tem candidato a governador no RN.
Enquanto isso, Fátima Bezerra trabalha sua candidatura ao Senado esperando principalmente PMDB e PSB se definirem se vão ter candidatura própria a governador. O PMDB diz que terá, sim, nome próprio para a sucessão estadual, entre eles o ministro Garibaldi Alves, o presidente da Câmara Henrique Alves, e o deputado estadual Walter Alves, filho de Garibaldi.
O PSB de Wilma ensaia sua candidatura novamente ao governo. Por enquanto muita conversa. Tenho dito e repito. Wilma só sairá candidata a governadora por circunstâncias. Ou seja, se Eduardo Campos for candidato à sucessão de Dilma Ruosseff. E assim mesmo, olhe lá. Wilma não deseja ser obrigada a ter que romper com o PT. Uma aliança que foi conquistada com muito esforço e graças ao ex-presidente Lula, com quem Wilma fez amizade quando ainda ambos eram deputados constituinte.
Em caso da não candidatura de Campos, aí se pode vir até a chamada “chapa dos sonhos” que seria Garibaldi para governador, Fátima Bezerra para o Senado e Wilma de Faria para deputada federal com a sua filha, deputada estadual Márcia Maia como vice de Garibaldi.
Fato é que o PT e Fátima Bezerra assistem de camarote as coisas acontecerem. Com um cabo eleitoral como Lula, os outros que se engalfinhem para disputar a sua companhia. A conferir!