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Editorial

Corrupção tem que ser combatida com rigor. Isso é obrigação de todo governante!

A despeito das insinuações feitas contra a ex-governadora Wilma de Faria no que diz respeito ao ex-diretor do Ipem/RN (Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte) Rychardson de Macedo Bernardo, um dos envolvidos na chamada Operação Pecado Capital, deflagrada pelo Ministério Público e Polícia Militar, e que resultou também em sua prisão e a apreensão de mais de R$ 400 mil, uma arma de fogo municiada e diversos documentos relacionados ao Ipem, além da decretação de sequestro judicial de quatro empresas suspeitas de serem usadas para a lavagem de dinheiro, é bom que se diga que corrupção tem que ser combatida com rigor, doa a quem doer.

Wilma de Faria diz em nota distribuída à imprensa que recebeu, quando governadora, em 2010, denúncias de irregularidades no Ipem e que imediatamente determinou à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, à qual o órgão é ligado, solicitar uma auditoria federal ao inmetro, de onde é proveniente considerável parte da receita destinada ao Ipem.

A ex-governadora afirma ainda que, ao mesmo tempo, decidiu demitir o diretor por considerar graves as acusações e incompatíveis com a sua permanência na função.

E completa:

– Decidi, dada a gravidade do assunto, designar o secretário Segundo de Paula para atuar diretamente no Ipem, acompanhando e auxiliando os profissionais que realizavam a auditoria. Agi com rigor e transparência   e não posso aceitar qualquer insinuação em torno do meu nome com o fato, que está nas mãos da Justiça.

É como diz o título deste Editorial: Corrupção tem que ser combatida com rigor. Se assim agiu a ex-governadora não fez mais do que a sua obrigação. Infelizmente casos dessa natureza já se tornaram corriqueiro na política brasileira. E não tenho dúvida que continuará a ocorrer se medidas mais enérgicas para corruptos e corruptores não forem tomadas. A Lei do Ficha Limpa, que todos acreditavam que seria uma solução, parece não ter saído do papel.

O grande problema é que depois que estouram os escândalos os políticos tentam se justificar. No caso dos governantes dizem que medidas foram tomadas para acabar com a corrupção, quando não dizem que não sabiam. Isso já virou regra neste país. Quem sabe um dia o eleitor vai aprender e votar certo. Só assim se pode  acabar com a corrupção. A conferir!

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