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Editorial

Crescimento de Hermano faz bipolarizar campanha em Natal

O jornalista e marqueteiro João Maria Medeiros conseguiu o seu objetivo: bipolarizar a campanha para prefeito de Natal entre o seu cliente, deputado Hermano Morais (PMDB), e o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT).  Ao fazer Hermano Morais levar Carlos Eduardo Alves pras “cordas”, batendo de frente em seu principal adversário desde o primeiro programa eleitoral, João Maria provocou o marqueteiro de Carlos, publicitário Alexandre Macedo a reagir. Sinal de que Hermano Morais está incomodando o seu cliente.

Neste final de semana as inserções da coligação “União por Natal”, que dá sustentação política a Carlos Eduardo Alves partiu para o revide a Hermano Morais mostrando sua participação nos governos Aldo Tinôco, Wilma de Faria, Micarla de Sousa e no seu próprio. Em outra inserção, fala do eventual apoio dos candidatos do PV ao candidato do PMDB. E ainda questiona quem será o candidato da prefeita  Micarla de Sousa.

Pesquisa qualitativas vêm sendo feitas por Alexandre Macedo preocupado que está com a queda de seu cliente e o crescimento do seu principal adversário hoje na campanha. A reação é típica de candidato que se sente desconfortável com o crescimento do seu principal oponente.

Veja o caso de Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo. O ex-presidente deu destaque ao mensalão em sua estreia na propaganda eleitoral de José Serra (PSDB) na TV e inflamou os discursos de tucanos e petistas na disputa à prefeitura de São Paulo.

Em inserções televisivas do PSDB veiculadas desde anteontem à noite, FHC se referiu ao caso sob julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) para dizer que “São Paulo não aceita quem é tolerante com desvios de dinheiro público” e “vai votar em um administrador honesto, com história limpa, José Serra”. A fala do ex-presidente motivou um contra-ataque do adversário Fernando Haddad (PT) com menções ao chamado “mensalão mineiro” – suposto esquema do publicitário Marcos Valério com tucanos do estado, em 1998.

Caso parecido com o de Natal. Em SP Serra começou a campanha em primeiro lugar, caiu e Haddad vem subindo nas pesquisas, embora, na capital paulista o tucano já ocupe a terceira posição, o que não é a situação de Carlos Eduardo Alves, que mesmo despencando nas pesquisas continua em primeiro lugar, mas Hermano já assumiu a segunda colocação e vem crescendo.

O fato é que a provocação de João Maria Medeiros deu resultado. Alexandre Macedo tenta mostrar a possível vinculação de Hermano Morais  com a atual prefeita Micarla de Sousa, insinuando até que o peemedebista seria o candidato da alcaidessa. Ocorre que em entrevista ao Jornal de Hoje na semana passada, Micarla disse que o programa de governo que mais se identifica com o seu é o de Carlos Eduardo Alves, e que estava analisando ainda o candidato que vai merecer o seu voto.

O programa de Carlos Eduardo Alves insinua ainda que os candidatos a vereador pelo PV estão apoiando Hermano Morais. Esquece o brilhante marqueteiro que não faz tanto tempo assim – já falei inclusive sobre isso aqui no blog –  dois wilmistas de carteirinha foram auxiliares direto da prefeita Micarla de Sousa – Cláudio Porpino, na Semsur, e Vágner Araújo, no Planejamento. Certamente pelo fato de Vágner Araújo ter contribuído para o planejamento de sua gestão, Micarla diga que o programa de Carlos Eduardo Alves é o que mais identifica-se com o seu.

Esquece ainda o marqueteiro de Carlos Eduardo Alves, que a companheira de chapa do seu cliente, ex-governadora Wilma de Faria (PSB), foi considerada improba pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) por ter usado procuradores do município em causa própria quando prefeita de Natal. Decisão essa tomada no dia 24 de agosto último. Portanto, decisão recente. Clique Aqui [1] para conferir.

Decerto é que o marqueteiro Alexandre Macedo resolveu mudar a campanha retrô do seu cliente, ou seja, de só comparar a administração de Carlos Eduardo Alves com a de Micarla de Sousa, porque viu-se incomodado pelo marqueteiro do principal oponente de seu cliente, que vem trabalhando na linha dura, ou seja, de desmistificar o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

 

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