- blogdobarbosa - https://blogdobarbosa.jor.br -

Editorial

De quem é a culpa?

Mais uma vez o Rio Grande do Norte com destaque para Natal, sua capital, foi notícia negativa no Jornal Nacional. Falo das duas reportagens veiculadas neste sábado (20): Uma sobre o vandalismo praticado por deliqüentes juvenis infiltrados na #revoltadobusão, movimento que voltou as ruas na sexta-feira (19) cobrando a redução das passagens do transporte coletivo e o passe livre para os estudantes, e a outra sobre a crise vivenciada na Maternitade-Escola Januário Cicco (UFRN) por falta de pediatras e a superlotação no setor de maternidade do Hospital Santa Catarina, mantido pelo governo do estado. As duas reportagens com imagens e entrevistas.

Dizia a primeira reportagem:

Em Natal [1], uma das três pessoas que foram presas em confrontos com a polícia continua detida. Mil manifestantes fizeram, nesta sexta-feira, uma passeata até o centro da cidade. Entre as reivindicações estavam nova redução na passagem de ônibus e o passe livre para estudantes.

Perto da Câmara Municipal, um grupo de cerca de 300 pessoas entrou em choque com os policiais. Lojas, agências bancárias e portarias de prédios foram depredadas. A Igreja de Santa Terezinha, construída em 1930, foi pichada. Um vitral foi quebrado.

Já a segunda falava:

A maternidade pública Januárico Cicco – a maior de Natal – não está atendendo partos por falta de pediatras. Os pacientes têm que recorrer a outros hospitais, que estão lotados.

No hospital Santa Catarina [2], onde funciona a segunda maior maternidade pública do Rio Grande do Norte, o pré-parto é improvisado. As mulheres dormem nas cadeiras da recepção à espera do nascimento do bebê. “Ontem eu cheguei às 6h da manhã com ela”, conta uma mulher. “Não tinha como a gente dormir em uma maca”, afirma outra.

Pergunta-se: de quem é a culpa?

Eu mesmo respondo:

Dos agentes públicos:

No caso dos vândalos infiltrados no #revoltadobusão cabe a Polícia fazer um monitoramento. Fácil se descobrir quem faz manifestação pacífica e quem está alí para praticar arruaça. Basta ver que os baderneiros normalmente se escondem atrás de máscaras ou capuzes. Estes, com toda certeza, não vão as ruas para fins pacíficos. Que os prendam e não os soltem mais como fez a Polícia no Espírito Santo. Deixe que a Justiça decida!

No segundo caso, que trata da crise nas maternidades na capital potiguar, os agentes públicos são os maiores culpados. Na Januário Cicco, certamente deve-se cobrar da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que é quem mantém a maternidade. No caso do Hospital Santa Catarina, ao governo do estado.

Respostas simples e diretas para os casos citados.

Compartilhe:
[3] [4]