Denúncia com número e endereço
O jornalista Ailton Medeiros fez chegar ontem as redes sociais uma denúncia grave. Usando a sua conta do twitter Medeiros informou que “a casa de número 1352 da Rua Pedro David Filho no bairro Candelária, em Natal, é uma central de distribuição clandestina de medicamentos de Henrique/Wilma”, e que ouviu duas moradoras da citada rua. “Uma delas contou que os homens trabalham para Henrique Alves”. Veja a informação completa clicando aqui [1].
Ailton Medeiros adiantou que comunicou o fato ao Ministério Público que ficou de ouvir a denunciante e ressaltou:
– Meu papel como jornalista é ouvir e divulgar a informação. Jornalista não é autoridade.
Concordo com Ailton Medeiros. A denúncia é grave e precisa ser apurada. Não se pode desqualificar a denúncia pois que ela tem endereço. Não tem nome da denunciante, ou pelo menos o jornalista resguardou a fonte. Mas se o MP está disposto a ouví-la é sinal que a pessoa ou as pessoas existem mesmo.
Há informação que o caso já foi encaminhado pelo Ministério Público Estadual ao Ministério Público Federal, já que Henrique Alves é presidente da Câmara. O MPF quer ouvir as duas mulheres que estariam dispostas a falar.
Não se pode, no entanto, fazer qualquer prejulgamento até porque é preciso provar se na tal casa existem mesmo medicamentos estocados, qual a origem e para que se destinam. Também é correto dizer que não se pode acusar Henrique Alves e Wilma de Faria pelas denúncias chegadas as redes sociais. Para tanto há necessidade sim de apuração que neste caso deve caber ao MPF.
É preciso muita cautela no assunto. O certo é que se alguma instituição tiver que apurar a denúncia esta instituição será o Ministério Público Federal que até agora não se pronunciou.
Por enquanto não passa de uma denúncia levada as redes sociais por um jornalista, mas que tem número e endereço.
A conferir!