Denúncia infundada, se é que houve mesmo
O vereador natalense Júlio Protásio (PSB) revelou, em plenário, na Câmara Municipal, que recebera da assessora parlamentar Thalita Moema, a denúncia de pagamento de propina ao colega Ranieri Barbosa (PRB), autor do projeto de lei que autoriza a instalação de postos de combustíveis em supermercados, para que se adiasse a segunda votação do projeto. Segundo a denúncia, o presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis, José Rocha Júnior, teria pago o suborno, negado em nota pelo próprio sindicato.
Não conheço Thalita Moema, só através do twitter, mas conheço Júnior e sei que jamais ofereceria propina a quem quer que seja. Se é verdade o que o vereador Júlio Protásio levou ao plenário da Câmara, é da maior gravidade. Prefiro acreditar que houve algum equívoco no entendimento do edil quanto as palavras de Thalita Moema. Caso contrário, teria sido uma atitude leviana da assessora parlamentar.
Não se pode sair por aí acusando as pessoas sem ter provas. E neste caso envolve um vereador e um empresário. Se Thalita Moema disse algo com referência a propina terá que provar. Quem acusa tem o ônus da prova. Em todo caso, repito, prefiro acreditar que não ocorreu isso.
A denúncia parece infundada, se é que houve mesmo. Conheço Júnior há anos e sei da sua honradez. A acusação sobre sua pessoa não tem o menor cabimento. Quanto ao vereador Ranieri Barbosa, acho que a denúncia também não procede, pois que é o autor da Lei que permite a expoloração de postos de combustíveis pelos supermercados. Daí…
Não quero entrar aqui no mérito da questão política, ou seria politiqueira? Diz-se que Thalita Moema estaria a serviço da prefeita Micarla de Souza (PV), e que por isso teria plantado a denúncia contra Ranieri Barbosa, este fiel escudeiro do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves.
Por outro lado, Júlio Protásio teria servido como “boi de piranha” por Thalita para tornar a denúncia pública. Protásio é ligado politicamente a ex-governadora Wilma de Faria, candidata a prefeita de Natal, assim como Carlos Eduardo Alves e Micarla de Souza que pensa tentar a reeleição.
O fato é que, independente da politicagem que se pratica nos bastidores do poder, a denúncia, se é que existiu mesmo, não tem o menor fundamento e só serviu para alimentar o noticiário político tão necessitado de notícias mais consistentes.