Denunciados na Lava Jato enfiaram violas no saco
Duas notas me chamaram a atenção hoje, inclusive, republicadas no blog. A primeira do jornalista Lauro Jardim em sua coluna Radar on-line, onde diz que além de negarem qualquer envolvimento com esquemas na Petrobras, os políticos denunciados por Paulo Roberto Costa têm um padrão comum de comportamento. Quase todos garantem que mantinham com o homem-bomba “relações institucionais” – seja lá o que isso signifique para essa turma. Ninguém mostrou indignação a ponto de bancar que processarão Paulo Roberto Costa por calúnia e difamação. Todos enfiaram suas respectivas violas no saco.
A segunda do também jornalista Claudio Humberto na sua coluna Diário do Poder. Humberto afirma que a Lava Jato investiga quais benesses os dezenas de contratantes de Alberto Youssef conseguiram junto ao governo e ao Congresso. Diante do volume de documentos, de revelações e de dinheiro “lavado”, não resta dúvida: vêm aí as operações Lava Jato II, III, IV, V…
Pelas informações dos dois jornalistas acredita-se que o ex-diretor da Petrobras ao delatar as tenebrosas transações envolvendo a estatal e alguns dos mais conhecidos congressistas, tais como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), não inventou nada, até porque, como já disse em outra oportunidade, ao aceitar a delação premiada Paulo Roberto Costa sabia que não poderia mentir sob pena de não ser beneficiado por ela.
Fato é que não se vai deixar de ter eleições, como o próprio ex-diretor da Petrobras disse, ou seja, que se contasse tudo o que sabia não haveria eleições neste país, mas certamente o rumo delas tende a ser alterado, pois que nenhuma das notas dos envolvidos tentando desqualificar o delator convenceu, e como disse Lauro Jardim, ninguém mostrou indignação a ponto de bancar que processarão Paulo Roberto Costa por calúnia e difamação. Todos enfiaram suas respectivas violas no saco.
A conferir!
Charge: Miguel, no Jornal do Commércio