Depois da tentativa do guarda-chuva, tareco e mariola
Após a tentativa, diria fadada ao fracasso, de um guarda-chuva para proteger as oligarquias papa-jerimum por parte do presidente da Câmara e estadual do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, visando as eleições do próximo ano no Rio Grande do Norte, agora surge a possibilidade de uma aliança no estado unindo araras e tucanos. Falei sobre isso em Editorial publicado no último final de semana.
Vou chamar essa união de tareco e mariola, guloseimas muito conhecidas sobretudo no interior do Nordeste. Aliás, mais parece dupla sertaneja. Não custa lembrar que o tucano Rogério Marinho – ex-fiel escudeiro da vice-prefeita de Natal e presidenta estadual do PSB, provável candidata ao governo do estado, Wilma de Faria -, hoje serve ao governo da democrata Rosalba Ciarlini como secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.
Como na política local onde as decisões são tomadas de cima pra baixo em gabinetes com ar-condicionado em Brasília ou em restaurantes famosos, assim ocorre também na política nacional. O neto de Tancredo Neves, senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República, e o neto de Miguel Arraes, governador Eduardo Campos (PSB-PE)), outro pré-candidato à sucessão presidencial tramam alianças pontuais em alguns estados contra a candidatura a reeleição da presidenta Dilma Ruosseff (PT). Onde o PSDB tiver candidato o PSB apoia. Onde o PSB tiver candidatura própria, os tucanos idem. E assim se arma o circo.
Cá entre nós no Rio Grande do Norte, como os tucanos não terão candidato a governador, e sendo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e presidente estadual do PSDB, provável candidato a deputado federal, Rogério Marinho, uma aliança entre araras e tucanos não está fora de cogitação. Até porque, Marinho já foi aliado incondicional de Wilma nos áureos tempos em que a socialista governou o estado por duas vezes.
Fato é que depois da tentativa malograda do guarda-chuva oligárquico para eleger Wilma de Faria deputada federal, ou até mesmo senadora, como se cogitou, quem sabe a dupla tareco e mariola venha a dar certo. O problema aí é só o discurso de oposição ao governo Rosalba, que Wilma faz questão de tanto enfatizar. Com um tucano no seu palanque que tem no seu currículo ser auxiliar de um governo do DEM, vai ficar difícil convencer o eleitor que é a única oposição ao Democratas no estado.