Desconstruída a patranha dos `votos válidos´
A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte desconstruiu a patranha dos “votos válidos” usada na propaganda do candidato novamente a prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), produzida por seu marqueteiro, publicitário Alexandre Macedo.
Vejamos o que disse o juiz coordenador da propaganda eleitoral no RN José Dantas:
– Vê-se que a coligação União por Natal divulgou a pesquisa utilizando apenas o somatório dos votos válidos, de modo a induzir o eleitor em erro, quanto a uma provável realização do segundo turno. Ao divulgar tão somente o percentual de votos válidos, leva o eleitor a concluir que este universo inclui todas as pessoas entrevistadas, isso porque o eleitorado, em sua esmagadora maioria, não compreende o conceito de voto válido.
O Tribunal Superior Eleitoral define como votos válidos, os votos efetivados pelos eleitores, descontados os brancos e nulos.
– Considerando isso, entendo serem inverídicas as informações veiculadas, por meio de pesquisas, uma vez que o pleito ainda não foi realizado. Então, como afirmar percentuais, em cima de votos válidos, quando estes sequer foram efetivados?
Lamentavelmente o marketing eleitoral do candidato Carlos Eduardo Alves tentou ludibriar o eleitor natalense levando a pensar que a eleição já estava definida na capital potiguar.
Na decisão proferida, a Justiça Eleitoral entendeu que o marketing eleitoral do candidato Carlos Eduardo Alves “divulgou pesquisa utilizando apenas o somatório dos votos válidos, de modo a induzir o eleitor em erro quanto a uma provável realização de segundo turno”.
O eleitor na verdade foi lesado pela patranha marqueteira do candidato Carlos Eduardo Alves. Eleição não se ganha desta forma. Eleição se ganha quando abertas as urnas e contabilizados os votos.
Não se questiona a liderança do candidato Carlos Eduardo Alves nas pesquisas de intenção de voto. Isso é um fato incontestável, mas daí dizer que a eleição já está ganha, como vinha propondo a patranha marqueteira no caso da divulgação dos votos válidos, isso é querer enganar o eleitor.