[1]Difícil vai ser o eleitor entender os palanques
O jornalista Lauro Jardim divulga hoje na sua coluna Radar on-line. uma nota sob o título “Temer no programa”, que diz que João Santana (marqueteiro da presidenta) ligou para Michel Temer ontem e o convidou a gravar para o programa eleitoral de Dilma Rousseff. Temer, obviamente, deu o “ok” e entrará no estúdio na semana que vem, conclui a nota.
Difícil vai ser o eleitor entender em alguns estados o não alinhamento político-partidário entre o PT e o PMDB, haja vista que o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, no caso Michel Temer, estará aparecendo no programa eleitoral da presidenta Dilma Ruosseff, candidata a reeleição.
Veja, caro leitor, o caso do Rio Grande do Norte. Por estas bandas de Poti, o PMDB do vice-presidente da República se aliou ao algoz do governo Dilma no Senado, José Agripino Maia, que vem a ser presidente nacional do DEM. Também no mesmo palanque do PMDB, que tem como candidato ao governo do estado o presidente da Câmara e amigo pessoal de Temer, o deputado Henrique Alves, está a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, que é candidata ao Senado pelo PSB de Eduardo Campos, adversário político de Dilma Ruosseff na campanha à Presidência da República.
Como podemos perceber, quando começar o programa eleitoral no Rádio e na TV, e de fato a campanha propriamente dita, o eleitor não vai entender patavina. Imaginemos Michel Temer pedindo votos pra Dilma Ruosseff na televisão e Wilma e Agripino lado-alado- com Henrique Alves. Ah, antes que esqueça: Agripino é um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves à Presidência da República.
Toda essa confusão será causada porque deixaram de lado a tal da verticalização, ou seja, os partidos só poderiam se coligar nos estados respeitando as alianças nacionais, o que era perfeitamente compreensível. Mas como na política os interesses pessoais se sobrepõem aos interesses partidários, isso acaba dando em casamento de cobra com jacaré. E em resultado bom isso não pode dar.
O eleitor do Rio Grande do Norte vai entender menos ainda se os candidatos à Presidência da República vierem ao estado. Imaginemos o palanque de Henrique Alves que tem para todos os gostos, ou seja: Henrique Alves apoia a reeleição da presidenta Dilma que conta com Garibaldi Alves (PMDB) como seu ministro, que por sua vez tem Wilma de Faria como sua candidata ao Senado e que apoia Eduardo Campos à sucessão presidencial e que tem ainda Agripino Maia coorodenando a campanha do tucano Aécio Neves.
Diga, caro leitor, se não é um perfeito samba do crioulo doido?
Charge: Brum, na Tribuna do Norte