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Editorial

Dito e feito

No último dia 22, portanto há cinco dias, postei aqui neste espaço que havia informações de que o deputado Agnelo Alves (PDT), relator do pedido de empréstimo de U$ 540 milhões feito pelo governo do Rio Grande do Norte junto ao Bird (Banco Mundial), poderia acrescentar ao pedido cerca de 15%  da verba para a Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, cujo titular da pasta é o vice-governador Robinson Faria.

E acrescentei: Se isso tiver mesmo fundamento, colocará em cheque o poder do ex-deputado Carlos Augusto Rosado, marido da governadora Rosalba Ciarlini. O web-leitor que quiser conferir é só clicar em Relator pode alterar pedido de empréstimo [1]

Pois muito bem: Nesta terça-feira o jornal Tribuna do Norte publicou uma entrevista com o relator do empréstimo onde ele diz:

Minha proposta é que cada Secretaria seja contemplada com no máximo 15% do montante total. Com isso, Secretarias como a de Agricultura, da Pecuária e da Pesca , que dispõe de previsão de 23,58% do valor passaria a ter 14,15%. O mesmo destino teria a pasta do Turismo, que em vez dos 10,78% inicialmente fixados contaria com  8,27%. De acordo com a proposta de Agnelo Alves também teriam os recursos reduzidos as secretarias do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social; da Educação e Cultura; do Planejamento e das Finanças; e de Administração e dos Recursos Humanos (Searh).

O texto diz ainda que o deputado Agnelo Alves também incluirá na emenda substitutiva a inserção da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (como sendo ordenadora das obras de saneamento patrocinadas pelo empréstimo).

Pois é aí que entra a informação adiantada por uma fonte credenciada do blog. Como o título deste Editorial sugere, dito e feito. Resta saber agora qual será a reação do todo poderoso do governo Carlos Augusto Rosado, a quem chamam de Ravengar, o “bruxo da corte”.

Fato é, como a própria reportagem afirma, as alterações sugeridas têm a concordância dos demais membros da CCJ e parlamentares tanto da bancada governista quanto da oposição já externaram divergência quanto à concepção da proposta originária do Executivo. Se a emenda substitutiva de Agnelo Alves vai passar no plenário só os deputados podem dizer. A conferir!

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