E os Direitos Humanos o que tem a dizer sobre a morte de um PM?
Não, não estou falando do Rio de Janeiro não, onde bandidos “destemidos” estão matando policiais militares como quem troca de roupa. Até uma unidade da UPP já foi incendiada. Mas Natal viveu nesta sexta-feira o seu dia de Rio de Janeiro onde tivemos um policial assassinado dentro de sua própria casa após ser assaltada e um outro que perdeu um olho. Não morreu, mas ficou cego de um olho graças também a um assalto praticado por jovens delinquentes. Esse é um dos motivos que defendo ardorosamente a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
Mas aí eu pergunto: onde está o Conselho dos Direitos Humanos que não se pronuncia oficialmente sobre os fatos citados. Pra não ser injusto tratei de entrar na página oficial do CEDH-RN (Conselho Estadual dos Direitos Humanos do RN) na internet. Da mesma forma não vi nada. Também enviei uma DM, através do twitter ao amigo Marcos Dionísio, titular do Conselho. Eís a DM:
MARCOS DIONISIO @Mdionisiom [1]
Muito boa noite, amigo. Queria saber de vc se os DH vão se pronunciar sobre a morte de um PM e um outro que perdeu um olho em assaltos?
Sem querer julgar os Direitos Humanos, fato é que são raras as vezes em que a entidade se pronuncia sobre mortes de policiais, como se os policiais também não tivessem direito a vida como os bandidos como pensa os Direitos Humanos. Não a toa a sociedade começa a fazer justiça com as próprias mãos. Sou contra isso, mas reconheço que a insegurança em nosso país está levando a isso. Se nem os policiais têm mais as suas vidas preservadas, que dirá o cidadão indefeso?
Confesso que gostaria de ver um pronunciamento oficial dos Direitos Humanos no Rio Grande do Norte sobre a morte – mais uma, a bem da verdade – do policial e do outro que perdeu parte da visão. Mas o melhor mesmo seria que não tivesse que cobrar isto em Editorial usando a minha prerrogativa de jornalista, mas que fosse uma coisa espontânea, natural dos Direitos Humanos assim como o fazem quando um bandido é morto pela polícia.
Que o amigo Marcos Dionísio, a quem conheço há anos, me desculpe, mas este desabafo não é só em nome dos policiais, mas sim de toda a sociedade. Há, antes que esqueça. Se já houve um pronunciamento, nem que tenha sido direcionada as famílias dos policiais, que Marcos Dionísio releve o desabafo, que não é só dos policiais, mas de toda a sociedade.
A conferir!