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Editorial

Expulsão e cassação para vereador do mensalinho

Se quiser agir com ética como prega o seu estatuto, o Psol terá que expulsar de seus quadros o vereador de Natal, Marcos Antônio, acusado de cobrar um mensalinho dos funcionários de seu gabinete, conforme denúncia levada em vídeo ao youtube (veja aqui [1]) e repercutida nas redes sociais e na imprensa. Não existe outra maneira de preservar a ética, tão propalada em seu discurso, conforme atesta a própria nota da direção do partido no Rio Grande do Norte. Senão vejamos:

– Não permitiremos que o PSOL – Partido Socialismo e Liberdade seja igualado aos partidos tradicionais. Portanto, diante das denúncias veiculadas nos últimos dias em relação ao vereador Marcos Antônio, avaliamos necessário esclarecer algumas informações, bem como a atuação do partido frente a cada uma delas.

É hora do Psol provar à sociedade que os seus dirigentes não costumam agir apenas da boca pra fora, de outra forma ficará desmoralizado diante do que afirmou também em nota. Ou seja:

– Ratificamos que o PSOL, dentro das diretrizes estatutárias e programáticas, mantem a independência organizativa dos seus mandatos, sem nomear ou indicar assessores. Afirmamos que o PSOL/Natal não recebeu mensalmente repasses de contribuições dos assessores parlamentares do mandato do vereador Marcos Antônio, o contrário do que o mesmo vem declarando à imprensa. Tão pouco o PSOL requereu à câmara municipal que o eventual repasse fosse debitado em contracheque dos assessores ou mesmo do vereador Marcos Antônio.

Da mesma forma a Câmara Municipal de Natal terá que cassar o mandato do vereador tendo em vista que feriu a ética parlamentar. No início desta semana, a Mesa Diretora da Casa realizou uma reunião para avaliar os fatos divulgados pela imprensa envolvendo o vereador Marcos Antônio e assessores. Durante o encontro, ficou definida a convocação da Comissão de Ética para apurar a veracidade das denúncias, cabendo a mesma apresentar relatório dentro do prazo regimental, que compreende o período de 15 dias após o início dos trabalhos legislativos em 19 de fevereiro, conforme determina o Regimento Interno da Casa.

Bom que se diga que a própria direção do Psol, em nota divulgada à imprensa, já ofereceu subsídios suficiente à Comissão de Ética da Câmara para que o vereador Marcos do Psol seja cassado. Ou os vereadores deixam o corporativismo de lado e moralizam o Legislativo Municipal – já tão desgastado – com a cassação do edil, ou vão ficar mal na foto

A conferir!

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