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Editorial

Garibaldi cederá a pressões

Diante de tantas especulações e tantas dúvidas em torno de uma candidatura a governador por parte do PMDB do Rio Grande do Norte, decidi hoje, caro leitor, plagiar o jornalista Mino Carta, que sempre recorre aos seus “botões”. No meu caso recorri a minha velha Remington 25, que guardo com carinho junto com uma Yashica FX-D Quartz, semi-profissional. As duas fazem parte de uma espécie, digamos, do meu museu profissional.

E o que disse a velha Remington 25 quando consultada? Aquilo que venho dizendo há tempos, ou seja, que o candidato a governador do PMDB será o ministro Garibaldi Alves. Mesmo que contrariado será convencido pelos correligionários a ir para o “sacrifício”. São vários os motivos que me levam a pensar assim. O primeiro deles é que o nome de Garibaldi é o mais forte dentro do partido e tem boa aceitação junto ao eleitorado. O segundo, é que o PMDB vive um bom momento no plano nacional, com o próprio Garibaldi ministro de Estado, Henrique Alves presidente da Câmara, Renan Calheiros (AL) presidente do Senado e Michel Temer (SP) vice-presidente da República e certamente novamente companheiro de chapa da presidenta Dilma Ruosseff na sua campanha a reeleição. Sendo assim, dificilmente o PMDB do Rio Grande do Norte deixará de lançar candidatura própria à sucessão estadual.

Outro motivo que já falei aqui neste espaço e repito: Dilma vai necessitar de um palanque forte no estado. E nesse palanque certamente estarão Garibaldi como candidato ao governo e a deputada federal Fátima Bezerra (PT) candidata ao Senado. E mais: Garibaldi na condição de senador tem mais quatro anos de mandato. Acaso perca a eleição, ainda assim fica numa posição confortável, pois desfrutará ainda do cargo de senador da República. Da mesma forma já falei isso em outras oportunidades. 

Um outro motivo para que Garibaldi seja candidato a governador, e este soa mais que como um desafio, é que com o rompimento do PSB com o governo Dilma, é certo dizer que o governador de Pernambuco e presidente estadual da legenda, Eduardo Campos, sairá candidato a presidente. Sendo assim, o normal é a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), também sair candidata a governadora para fazer palanque para Campos. Claro que não necessariamente isso deva ocorrer, mas pela lógica sim. Digamos que seria uma espécie de “revanche” para Garibaldi, já que na última eleição que disputou com Wilma para governador ele perdeu. Wilma, segundo uma fonte do blog, deseja o Senado e gostaria de está na chapa de Garibaldi. Difícil acontecer.

Somado a isso, mesmo que Garibaldi não queira sair candidato a governador e já venha fazendo gestões para lançar o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) candidato com o apoio do PMDB, os peemedebistas não concordam, até porque as próprias lideranças do PMDB defendem candidatura própria, caso do deputado Henrique Eduardo Alves, que aliás, é um entusiasta do nome de Garibaldi. Não só isso: como disse em outro Editorial, no caso do apoio do PMDB à Carlos Eduardo,  os Alves estariam entregando de “mão beijada” a prefeitura da capital potiguar à Wilma de Faria, o que, convenhamos, os peemedebistas históricos não aceitariam. A conferir!

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