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Editorial

Garibaldi e Henrique na simpatia da presidenta

Quer alguns queiram ou não devo dizer que o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), e o presidente da Câmara, seu primo, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ambos têm a simpatia da presidenta Dilma Ruosseff (PT) para ser candidato a governador do Rio Grande do Norte nas eleições do próximo ano. Tanto Garibaldi quanto Henrique podem sim fazer o palanque de Dilma no estado no seu projeto de reeleição. Garibaldi nem quer, mas pode ser o nome desde que a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), seja a candidata de Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB , que pensa em colocar mesmo o seu bloco na rua para a sucessão presidencial.

Neste caso, Dilma precisará de um palanque forte no RN e o nome mais certo é o do ministro da Previdência. Se alguém tem dúvida, basta observar os elogios feitos pela presidenta a Garibaldi. Quanto a Henrique, que assume a Presidência da República neste sábado em virtude da viagem da presidenta e do seu vice, é outro que Dilma vê com bons olhos. O episódio da MP dos Portos onde Henrique não mediu esforços para aprovar mereceu os parabéns de Dilma. Não só isso, Henrique é um grande articulador e tem tentado apaziguar os ânimos de alguns governistas insatisfeitos com o governo petista. Isso Dilma também reconhece.

De forma que é correto dizer que a presidenta Dilma Ruosseff vê com bons olhos uma aliança entre o seu partido, o PT, e o PMDB dos Alves no Rio Grande do Norte com vistas à sucessão estadual. E, neste caso, volto a repetir, uma chapa formada por Garibaldi para o governo e a deputada federal Fátima Bezerra (PT) para o Senado seria uma chapa, não digo imbatível, mas muito forte.

Claro que as definições de chapa só ocorrerão mesmo no próximo ano e é certo repetir o que já disse: Wilma de Faria não quer sair candidata novamente ao governo. Seu desejo, já expressado tantas vezes, é sair candidata  a deputada federal e de preferência numa aliança com o PT e PMDB. Wilma sabe perfeitamente que as chances de se eleger federal são de 90% neste caso, ainda mais se o candidato do PMDB a governador for Henrique Alves. Ela sabe que se Henrique e Fátima saírem para uma disputa majoritária – governo e Senado, respectivamente – suas chances de se eleger deputada aumentam ainda mais. O desejo de Wilma, já manifestado ao próprio Henrique, é que ele saia candidato a governador e a sua filha, deputada Márcia Maia (PSB), como sua vice. Abriria-se aí até um espaço para o seu filho, advogado Lauro Maia, sair candidato a deputado estadual no lugar de Márcia Maia.

Fato é que independente de uma aliança entre PMDB, PT e PSB, partidos estes que hoje fazem parte da base governista no plano federal, a presidenta Dilma Ruosseff quer sim um palanque forte no Rio Grande do Norte. E como os próprios petistas costumam dizer, a prioridade é a reeleição de Dilma. E se a prioridade é a reeleição da presidenta, nada mais natural do que se ter um palanque com lastro sólido para sustentar uma candidatura de peso. A conferir!

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