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Editorial

Há possibilidade de reviravolta nas chapas? Não creio

Vez ou outra aqui e acolá especula-se a possibilidade de uma reviravolta nas chapas majoritárias – em formação – com vistas as eleições de outubro no Rio Grande do Norte. Fala-se muito que a vice-prefeita de Natal e presidente estadual do PSB, Wilma de Faria, pré-candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), candidato a governador, poderá dar um canto de carroceria no peemedebista saindo candidata novamente ao governo.

Diz-se até que Wilma saindo candidata a sucessão estadual a deputada federal Fátima Bezerra (PT), candidata a senatória, e que namora uma aliança com o vice-governador Robinson Faria (PSD), o eterno candidato a governador, abdicaria desse projeto para ser a senadora de Wilma. E neste caso, Robinson Faria seria mais uma vez candidato a vice-governador, no caso, de Wilma de Faria.

Sinceramente não creio nesta possibilidade a esta altura do campeonato. Até haveria sim, mas tempos atrás quando ainda da indecisão de Henrique Alves sair candidato a sucessão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). E não creio por dois motivos: primeiro, se Wilma der um canto de carroceria em Henrique, a sua fama de traíra que já não é lá muito boa ficaria ainda mais maculada. Segundo, porque como já disse em outras oportunidades, Wilma sabe que se sair candidata ao governo e ganhar a eleição no dia seguinte a sua posse os servidores públicos baterão a porta da Governadoria para cobrar a implantação dos planos de cargos, carreiras e salários de várias categorias aprovados em seu último governo – Wilma foi governadora do Rio Grande do Norte em duas vezes consecutivas.

Por outro lado Wilma sonha em ser senadora e sabe que esta é uma oportunidade ímpar na sua vida pública com reais chances de se eleger. O problema maior é que pode enfrentar a deputada Fátima Bezerra nas urnas, que assim como ela (Wilma), também tem grande potencial eleitoral. Mas entre arriscar um mandato de senadora tendo pela frente uma concorrente que, hipoteticamente, embora tenha as mesmas chances de se eleger, leva desvantagem no que diz respeito ao arco de alianças partidárias, e sair candidata ao governo sabendo de antemão que poderá sofrer, se ganhar, já no início de seu novo governo um processo de desgaste, sobretudo porque vai pegar um estado que é uma verdadeira massa falida, Wilma prefere, logicamente, ficar com a primeira opção.

Posso até está equivocado, mas duvido que possa haver uma reviravolta na composição das chapas. Apenas uma ressalva. A campanha propriamente dita ainda está em compasso de espera, sobretudo, com relação ao posicionamento de Robinson Faria. Será candidato a governador ou não? Eis a questão!

A conferir!

 

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