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Editorial

Henrique aguarda só o aval dos correligionários

A leitura que faço do quadro sucessório no Rio Grande do Norte é que o presidente da Câmara e estadual do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, espera só o aval dos correligionários para colocar o bloco na rua. Ou seja, se for o escolhido pelo partido dentre os quatro nomes à disposição – Garibaldi Alves, Walter Alves e Fernando Bezerra, além do dele – Henrique topará o “desafio” de ser candidato a governador nas eleições de outubro tendo ao seu lado a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), como candidata ao Senado. Aliás, este o sonho de consumo de Wilma, como já tive oportunidade de falar em outas ocasiões.

O PMDB é o maior partido do estado em número de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores e, por isso, tem que assumir um papel de protagonista no pleito de outubro próximo. conforme os próprios vereadores que formam a bancada peemedebista na Câmara Municipal de Natal. Na verdade os correligionários de Henrique gostariam de ver novamente candidato a governador o senador-ministro Garibaldi Alves que detém grande capital eleitoral. Contudo, Gari insiste em dizer que não quer ser outra vez candidato a governador. Certamente não por ele, mas pela família o ministro se coloca fora da disputa. Sendo assim, Henrique depois de Garibaldi deverá ser o nome mais votado entre os peemedebisttas para representar a legenda na sucessão estadual.

Nessa mesma leitura penso que tudo se encaminha para que Wilma seja a candidata ao Senado com o apoio dos Alves, condição sine qua non para Henrique sair candidato a governador. Com o respaldo do PMDB e tendo Wilma como aliada o presidente da Câmara, Henrique Alves, topará o “desafio” de ser candidato a governador, um sonho antigo do seu pai, ex-ministro Aluizio Alves, já falecido.

Henrique hoje vive o seu melhor momento na política. O cavalo já foi selado, mas o episódio do avião da FAB fez com que Henrique retirasse o arreio pelo menos momentaneamente. Agora, motivado pelos correligionários, volta as atenções para uma eventual candidatura ao governo. Óbvio que este projeto, como se tem dito, passa pela candidatura de Wilma ao Senado, sem o que não vinga. Mas a socialista na condição do peemedebista ser o candidato a governador se sente motivada também à senatória.

Sendo assim, as águas de março vão encerrar o verão já com uma definição, diria, quase certa de que o PMDB formará chapa com o PSB no Rio Grande do Norte. Henrique e Wilma não querem correr risco. Juntos acham que podem vencer as intempéries da campanha eleitoral que se avizinha. O resto, bem o resto é conversa pra boi dormir.

A conferir!

 

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