Henrique Alves e as árduas tarefas
Tido como pré-candidato preferencial ao governo do Rio Grande do Norte pelo PMDB , o presidente da Câmara e estadual do partido, Henrique Eduardo Alves, se ver as voltas com dois problemas para resolver: o primeiro a nível nacional e de maior dimensão, portanto, que é a crise envolvendo a bancada peemedebista na Câmara e o governo Dilma, do qual o PMDB também faz parte e ainda de todo não resolvido. Segundo Alves, em entrevista ao jornalista Josias de Souza, publicada em seu blog, “como é que o PT, com 17 ministérios, pode querer uma relação equilibrada se o PMDB, partido maior em termos nacionais, principal parceiro do governo, tem cinco pastas? Não se trata de toma-lá-dá-cá. A questão é que há uma relação desequilibrada de poder. E o PT, na pessoa do seu presidente, não está se dando conta disso.”
O segundo a nível local e da mesma forma complicado. Alves quer fazer uma aliança de coalizão com vários partidos entre eles o PSB, DEM, PSDB, PR entre tantos outros menos votados. Excluiu, no entanto, nesta aliança o PT, justo o partido da presidenta Dilma, candidata a reeleição. Se nas hostes nacionais Henrique Alves reclama da falta de uma relação equilibrada entre o PT e o seu PMDB, no Rio Grande do Norte parece rezar a cartilha contrária, ou seja, nega espaço a deputada federal Fátima Bezerra, candidata declarada ao Senado, para apoiar a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), cujo partido terá também candidato à Presidência da República, o governador pernambucano Eduardo Campos.
Sem dúvida nenhuma duas tarefas árduas para Henrique tentar equacioná-las e que ao que parece, ao menos no Rio Grande do Norte, o PT não faz parte do equilíbrio de forças que tanto Alves reclama no governo petista. Diz-se até que a esta altura a sua pré-candidatura ao governo do estado já teria subido ao telhado pela segunda vez. A primeira foi no episódio do avião da FAB, quando levou amigos e familiares para assistir a final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha no Rio de Janeiro. Naquela época o peemedebista vivia o seu melhor momento no plano nacional. Agora com a crise entre o seu partido e o governo a situação é um pouco diferente.
Fato é que as duas situações já levam a pensar que o candidato do PMDB a governador será mesmo o empresário Fernando Bezerra, já que Wilma de Faria, ao que tudo indica, será candidata ao Senado com o apoio dos Alves. Em todo caso, Henrique não é um nome descartável ainda, mas a situação exige muito jogo de cintura e muita articulação política, o que convenhamos Henrique as tem.
A conferir!