Henrique e o caminho à presidência da Câmara
Não havendo nenhum tipo de percalço no caminho tudo indica que o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, será eleito no próximo ano presidente da Casa para o biênio 2013/2014. Henrique Alves vem trabalhando pra isso. Ainda esta semana conquistou o apoio das bancadas do PSDB e do DEM. Essa tarefa de conquistar votos, ele já disse, terá continuidade em janeiro com ligações telefônicas para os seus pares.
Portanto, dificilmente Henrique Eduardo Alves deixará de ser presidente da Câmara nos próximos dois anos. Se isso é bom pra o Rio Grande do Norte, não sei, mas dará certamente mais visibilidade ao estado no plano político. Hoje temos Garibaldi Alves Filho, que aliás é primo de Henrique, a frente do Ministério da Previdência Social. E futuramente Henrique presidindo a Câmara dos Deputados.
Um detalhe a se observar é que o clã dos Alves tem se sobressaído na política nacional. Aluizio Alves, capitão-mor da família e já falecido foi ministro de Estado por duas vezes: primeiro no governo Sarney, quando foi ministro da Administração. Depois no governo Itamar Franco, quando ocupou a pasta da Integração Regional. Agora a perspectiva concreta do deputado Henrique Eduardo Alves ocupar a presidência da Câmara.
Um fato é inconteste. Henrique Eduardo Alves sendo eleito presidente da Câmara se fortalece mais ainda junto ao governo federal. Hoje exercendo a função de líder da bancada do PMDB, Henrique já tem um certo prestígio junto ao Planalto. Sendo eleito presidente da Câmara, esse prestígio tende a aumentar. Resta saber se saberá conservá-lo junto a presidente Dilma Ruosseff, que, por enquanto, deposita confiança nele.
No entanto, 0 que o povo do Rio Grande do Norte espera é que Henrique Alves ao se fortalecer politicamente olhe mais para o estado já tão castigado pelo governo da democrata Rosalba Ciarlini. Que o prestígio que o peemedebista tem junto ao Planalto e que deverá, como já disse, aumentar, beneficie também ao pobre Rio Grande do Norte, e que as questiúnculas políticas da Província sejam deixadas de lado. A conferir!