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Editorial

Henrique mostrou a sua força

A despeito das contradições do seu partido, o PMDB, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), deu provas de sua força e fidelidade junto ao governo Dilma Ruosseff (PT) em sua primeira grande prova a frente da presidência do Legislativo, quando da votação da MP dos Portos de grande interesse do Planalto. Após quase 23 horas seguidas de sessão, o Plenário da Câmara  concluiu na manhã desta quinta-feira a votação da MP 595/12), que estabelece novas regras para as concessões e autorizações de portos públicos e terminais privados.

Quer queira quer não, Henrique mostrou liderança e articulação ao conseguir levar à Câmara a aprovar a MP dos Portos quando chamou o seu PMDB à responsabilidade e mesmo sofrendo críticas de petistas por ter concedido tempo a oposição. Os petistas entenderam que, ao não cortar o microfone dos líderes da oposição após o tempo regimental de cada discurso, Henrique Alves acabou favorecendo o processo de obstrução. Nos bastidores, reclamavam da “falta de pulso” do peemedebista. As críticas chegaram aos ouvidos dos peemedebistas, que saíram em defesa do presidente da Câmara. Intransigência só leva ao radicalismo. Ao dar a palavra a oposição e não cortar, Henrique mostrou maturidade. 

Se houve um vencedor, foi o debate, a controvérsia, a formação democrática, a lealdade da base do governo, a valentia da oposição e a responsabilidade de todos os parlamentares, afirmou o presidente da Câmara.

E completou:

A partir de hoje, o povo brasileiro, que assistiu a esse debate recorde na história do Parlamento, vai poder se orgulhar mais desta Casa, ressaltou Henrique ao encerrar a sessão.

Se o povo brasileiro vai se orgulhar do Parlamento não sei, mas fato é que o deputado Henrique Eduardo Alves surpreendeu o mundo político com a sua firmeza ao deliberar e conduzir uma votação que todos sabiam ser polêmica. Henrique não precisou usar da arrogância para aprovar a MP dos Portos de tanto interesse do governo. Henrique usou apenas a sua liderança. E não se diga o contrário, mesmo àqueles que veem no parlamentar um certo ar de soberba.

Depois de votações nominais lentas e da apresentação de diversas emendas aglutinativas pela oposição, o governo decidiu apoiar a possibilidade facultativa de prorrogação de contratos de arrendamento firmados segundo as regras da atual Lei dos Portos, por uma única vez, pelo prazo máximo previsto contratualmente. Como condição, o arrendatário terá de fazer investimentos para expansão e modernização das instalações portuárias. Deve-se isso a Henrique. Dizer o contrário é ir contra os fatos.

 

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